Incêndio de Santa Maria pode ter sido o pior em discotecas no mundo desde 2000

Jamil Chade

27 de janeiro de 2013 | 16h11

A tragédia que fez mais de 230 mortes em Santa Maria pode ser a pior em uma discoteca no mundo em mais de uma década. Dados levantados pela agência AFP indicam que o incêndio seria o que mais gerou mortes no mundo desde 2000.

Naquele ano, na China, um incêndio em uma discoteca e um shopping center na cidade de Luoyang fez 309 mortes. Desde então,  incidentes como esse ocorreram em vários países do mundo. Mas, em nenhum deles, o número de mortos chegou ao que se registrou no Brasil na madrugada entre sábado e domingo.

No dia 1 de dezembro de 2002, 50 pessoas morreram em uma discoteca em Caracas. Em 2003, na cidade de West Warwick, no estado americano de Rhode Island, foram cerca de cem mortos em outro incêndio em uma casa norturna no dia 20 de fevereiro.

Num dos piores dramas desse tipo, 194 pessoas saíram mortas em uma discoteca de Buenos Aires no dia 1 de dezembro de 2004. Dos 2 mil jovens que acompanhavam um show de rock, quase 400 saíram feridos. A prefeitura, na ocasião, ordenou que todas as casas noturnas fossem fechadas por duas semanas para que a situação de cada uma delas fosse avaliada.

Um no incidente ocorreria na China, em 2008. 44 pessoas morreram em uma discoteca em Shenzhen. Fogos de artifício usados dentro da casa noturna ainda fizeram mais 87 feridos naquela noite de 20 de setembro.

Fogos de artifício ainda foram a causa de um incêndio em uma discoteca em Bangkok, na Tailândia. O local festejava o ano novo de 2009 e o drama deixou 66 pessoas mortas.

No dia 4 de dezembro de 2009, 20 pessoas morreram em uma discoteca em Medan, na Indonésia. Um dia depois a cidade russa de Perm, 155 pessoas perderiam a vida em um clube noturno, também por conta do uso de fogos de artifício.

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