MASSACRE NA SÍRIA CUSTOU A VIDA DE 49 CRIANÇAS

MASSACRE NA SÍRIA CUSTOU A VIDA DE 49 CRIANÇAS

Jamil Chade

29 Maio 2012 | 06h56

GENEBRA – Investigações conduzidas pela ONU revelam que metade dos mortos do massacre de Houla, na Síria, teria sido composto por crianças e que os ataques teriam sido conduzidas por uma milícia próxima ao regime de Damasco. No final da semana passada, o ataque gerou a consternação internacional e escancarou que o plano de paz do mediador Kofi Annan estaria por um fio. No fim de semana, os números mostraram que 85 pessoas teriam morrido e o governo de Bashar Al Assad insistia que não tinha qualquer envolvimento.

Hoje, em Genebra, a ONU revelou que sua investigação apontou para novos fatos. O número de mortos seria de pelo menos 108 pessoas. Dessas, 49 eram crianças e outras 44 mulheres. “Famílias inteiras foram executadas”, confirmou Rupert Colville, porta-voz da ONU.

Segundo ele, pelo menos 90 dos 108 morreram executados, e não vítimas de tanques ou tiroteios. O dado aponta que não teriam sido apenas pego em meio à guerra. Mas claramente visados.

De acordo com a ONU, testemunhas insiste que os autores eram membros da milícia Shahabi, próxima ao governo de Assad. Para a ONU, o massacre é “imperdoável” e a alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, insiste que está na hora de remeter o caso ao Tribunal Penal Internacional, em Haia.

Hoje, Annan está reunido com Assad em Damasco, no que poderia ser a última tentativa de salvar seu plano de paz.