Eleição presidencial no Brasil define jogos de Merkel na Copa

Eleição presidencial no Brasil define jogos de Merkel na Copa

Jamil Chade

26 Maio 2014 | 06h31

 Chanceler admitiu que foi aconselhada a evita jogo da Alemanha em Recife para não dar impressão de apoio a Eduardo Campos

 

 

GENEBRA – A campanha presidencial no Brasil dita até mesmo quais jogos chefes de governo estrangeiros assistirão durante a Copa de 2014 no País. A chanceler Angela Merkel queria assistir a partida entre EUA e Alemanha em Recife, no dia 26 de junho. Mas, por se tratar do estado de Eduardo Campos e rival de Dilma Rousseff nas eleições, o gabinete da alemã sugeriu que o programa fosse mudado.

Merkel confessou isso a um alto funcionário das Nações Unidas há poucas semanas, reconhecendo como o clima político no Brasil estava afetando a Copa do Mundo.

A alemã, uma torcedora declarada de sua seleção nacional, optou então por ver o jogo do time contra Portugal. A partida ocorre no dia 16 de junho em Salvador do governador do PT, Jacques Wagner.

Segundo o Itamaraty, outro que confirmou já sua presença em um dos jogos da primeira fase é Joe Biden, vice-presidente dos EUA. Já a Fifa indicou que o presidente russo, Vladimir Putin, estará na final no Maracanã.

O Palácio do Planalto ainda usou a Copa para convidar chefes de estado de toda a América do Sul, de todos os 31 países classificados e mesmo alguns governos africanos considerados como parte estratégica de uma campanha de combate ao racismo no mundo.

O papa Francisco também foi convidado para a abertura da Copa. Mas apenas irá enviar uma mensagem.