Messi ameaça marca de Pelé

Messi ameaça marca de Pelé

Jamil Chade

22 de outubro de 2012 | 19h12

O argentino Lionel Messi caminha para superar uma marca estabelecida por Pelé e que já durava 53 anos. En 1959, jogando pelo Santos e pela seleção brasileira, Pelé marcou 75 gols. Messi, pelo Barcelona e pela Argentina em 2012, já marcou 71. Com dois meses pela frente e num ritmo que até seus colegas chegam a se assustar, o argentino tem tudo para superar a marca do Rei do Futebol. Para isso, basta marcar mais quatro gols para se igual a Pelé.

Para chegar ao recorde absoluto de gols numa temporada profissional, Messi precisa de mais 14 para se igualar aos 85 do alemão Gerd Muller, em 1972.

No fim de semana, Messi chegou mais perto da marca de Pelé, ao marcar três na vitória do Barça contra o Deportivo La Coruña. O astro do time catalão é o artilheiro da Liga, com onze gols e já fez 13 por sua seleção em 2012.

Em 1959, Pelé registrou 66 gols pelo Santos nos campeonatos no Brasil e jogos internacionais. Além disso, marcou outros nove gols pela seleção, um ano depois de conquistar a Copa do Mundo na Suécia.

Eleito três vezes seguidas como melhor jogador do mundo, Messi já admitiu que só poderá ser comparado a Maradona ou Pelé quando vencer uma Copa do Mundo. Em 2010, apesar das esperanças depositadas sobre o meia, o time argentino fracassou.

No fim de semana, o jornal catalão Sport realizou uma pesquisa em seu site com uma pergunta simples: Messi superará o recorde de 75 gols em um ano de Pelé?”. 98% dos leitores responderam que sim. O próprio Barça já prepara uma festa e homenagens caso a marca do brasileiro seja superada por Messi, jogador criado no clube.

Para chegar às marcas atingidas por Pelé em sua carreira, porém, Messi ainda precisará marcar quas mil gols e conquistar três Copas do Mundo.

 

Jamil Chade é correspodente do jornal O Estado de São Paulo na Europa desde 2000. Foi premiado como o melhor correspondente brasileiro no exterior em 2011, pela entidade Comunique-se. Com passagem por 67 países e mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Genebra, Chade foi presidente da Associação de Correspondentes Estrangeiros na Suíça entre 2003 e 2005 e tem dois livros publicados. « O Mundo Não é Plano » (2010) foi finalista do Prêmio Jabuti, categoria reportagem. Na Suíça, o livro venceu o prêmio Nicolas Bouvier. Em 2011, publicou “Rousseff”.

 

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