Síria: um brasileiro no olho do furacão diplomático

Síria: um brasileiro no olho do furacão diplomático

Jamil Chade

01 de junho de 2012 | 10h31

 

 

Hoje, em Genebra, uma reunião de emergência da ONU está ocorrendo para debater os massacres de Hula, que deixaram na Síria 108 mortos, entre eles 49 crianças de menos de dez anos.

O brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro irá liderar a investigação e, ao autor deste blog, já confirmou que fará uma reconstituição detalhada do episódio. O projeto de dar a Pinheiro o mandato será aprovado. Mas não sem antes um debate entre governos que escancara mais uma vez a divisão na comunidade internacional.

Turquia, EUA, Catar e União Europeia insistem que a investigação deve ocorrer. Mas a Rússia acaba de acusar a iniciativa de ser uma “utilização política do massacre” por esses países para justificar uma eventual ação militar contra a Síria.

Enquanto a comunidade internacional ainda está dividida sobre o que fazer, o embaixador sírio na ONU, Faizal Hamoui, não escondia seu desconforto diante do fato de ter se transformado no centro das atenções. Em uma iniciativa inédita, pediu ainda para que a ONU retirasse todos os fótografos de sua frente. O dia será longo em Genebra….

 

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