Estudos e winter break

Estadão

15 de dezembro de 2009 | 18h30

Provas são cansativas… Eu tinha me esquecido de quanto, aparentemente. Faz mais ou menos um ano que não tenho provas finais ou provas de longa duração (o tempo passa extremamente rápido, nem consigo acreditar que já faz um ano que me formei). Na minha primeira final, foi impossível não me lembrar das intermináveis semanas de provas a cada dois meses no Bandeirantes, ou até mesmo da tortura que eram os vestibulares e simulados, onde parece que todo o seu conhecimento foi um pouco remexido.

Felizmente, amanhã tenho um dia livre para estudar para a última prova, que é cálculo 2. Decidi, então, que seria melhor tentar não estudar hoje e aproveitar um dos meus últimos dias do ano aqui no MIT. Na sexta-feira, voltarei para o Brasil para passar dez dias em casa e rever minha família, meus amigos e, como não poderia me esquecer, meu gato esquizofrênico (iei!!!). Para isso, achei que seria legal ir até o North End em Boston para comprar uns canollis de chocolate e comemorar meu 18o aniversário, que será no dia 23, com o pessoal do MIT. Estou curiosa para saber como é a tal da maioridade.

Certamente, por mais que eu tenha saudades do Brasil, creio que, nos dias em que estiver lá, vou sentir saudades daqui também. Tantas coisas acontecem em um semestre, desde não passar em provas, passar noites intermináveis à base de muita cafeína estudando e sentir um frio absurdo na Harvard Bridge até tirar um 100 em uma prova, rir até doer, sentir-se inteiramente em fase com o lugar e até passar noites inteiras conversando com amigos e aprender mais em algumas horas do que no semestre inteiro. Talvez uma outra coisa muito importante do MIT que é frequentemente “overlooked” seja a convivência com pessoas incríveis, que sempre têm histórias maravilhosas para contar. Talvez elas não sejam as mais inteligentes ou estudiosas, mas não faltam razões para pertencerem ao Institvte.

Bem, em algum momento esses gradientes e integrais duplas terão que ser dominados.

PS.: Aos vestibulandos, a mais boa sorte.

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