Imperfeições da democracia americana revelam o quanto o Brasil está atrasado

Lourival Sant’Anna

01 Maio 2016 | 18h35

A campanha presidencial americana é dominada pela rejeição à política convencional. Uma análise das imperfeições do sistema americano revela o quanto o Brasil está distante de uma democracia madura. A polarização entre dois partidos, que rebaixa o nível da campanha, é resultado de um sistema desenhado para evitar a fragmentação partidária que transforma o Congresso brasileiro em balcão de negócios. As manobras nos mapas eleitorais, que ocorrem nos EUA, só são possíveis porque o voto é distrital, evitando o encarecimento das campanhas para deputados, que no Brasil disputam em Estados inteiros e se tornam mais expostos à corrupção. Com as primárias, apenas 40 milhões dos 226 milhões de americanos aptos a votar definem os candidatos, quando no Brasil a decisão é da cúpula dos partidos.

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