Segunda onda de covid-19 aumenta desemprego nos Estados Unidos

Segunda onda de covid-19 aumenta desemprego nos Estados Unidos

Lourival Sant'Anna

19 de novembro de 2020 | 12h06

Voluntários distribuem perus de Ação de Graças para famílias afetadas pelo desemprego em Los Angeles. Frederic J. BROWN / AFP

Conforme os economistas e o mercado previam, o desemprego voltou a aumentar nos Estados Unidos por causa do agravamento da epidemia e das consequentes medidas de fechamento do comércio e das escolas. Na última semana o número de pedidos de seguro-desemprego subiu 31 mil em relação à semana anterior, e o de benefícios relacionados com a epidemia, 23,863. No total, 742 mil americanos entraram com novos pedidos de auxílio. O número ficou acima da previsão pessimista dos economistas para a semana terminada no dia 14: 707 mil.

O número total de pessoas recebendo os benefícios relacionados com o desemprego é de 10,8 milhões — 6,4 milhões por meio dos programas estaduais e 4,4 milhões de um programa especial federal destinado aos desempregados que esgotaram suas opções pelos esquemas regulares. No auge da crise, o número de desempregados chegou a 22 milhões.

O índice de desemprego caiu de 7,9% em setembro para 6,9% em outubro, graças a um crescimento econômico recorde de 7,4% no terceiro trimestre em relação ao trimestre anterior, mas deve voltar a subir este mês.

Os Estados Unidos estão vivendo um novo surto da doença, identificado como uma segunda onda. Nessa quarta-feira, foram registrados 163.075 novos casos, elevando o total para 11,3 milhões desde o início da epidemia em março. O país ultrapassou nesta semana as 250 mil mortes. Os dados oficiais ainda estão subestimados pelo número insuficiente de testes. A taxa de positividade dos testes, 10%, indica que muitas pessoas contaminadas estão fora dos registros, dizem especialistas.

Vários estados, condados e cidades estão adotando novas restrições de aglomerações, que atingem bares, restaurantes e até escolas, no caso por exemplo de Nova York.   Em contraste, na Europa, que também vive um novo surto da doença nesse outono, os governos têm se esforçado por manter as escolas abertas, adotando medidas mais rigorosas em relação ao comércio e serviços.

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