Solução de Trump para a violência: permitir armas nas escolas

Lourival Sant’Anna

02 Junho 2016 | 17h49

Em meio à onda de violência em faculdades americanas, o provável candidato republicano à presidência, Donald Trump, defendeu o porte de armas por seguranças de escolas e professores. A nova posição de Trump é um recuo em relação à anterior, de defesa do porte indiscriminado de armas nas escolas. Ele confirmou no entanto que quer acabar com áreas livres de armas, como é o caso das escolas.

Sua provável adversária democrata na eleição presidencial de novembro, Hillary Clinton, havia acusado Trump de pretender “tornar obrigatório que toda escola na América permita armas nas salas de aula”. Trump respondeu, em entrevista à CNN: “Da forma como ela disse, é como se todo estudante devesse estar ali sentado carregando armas. Não quero ter armas nas salas de aulas, embora em alguns casos, francamente, os professores devessem ter armas nas salas de aulas. Se pessoas treinadas tivessem armas, você não teria a carnificina que tem tido. O problema com as zonas livres de armas é que é como oferecer doce para pessoas más. Elas ouvem ‘zonas livres de armas’ e entram lá disparando com suas armas”.

O incidente de quarta-feira na Universidade da Califórnia em Los Angeles, em que um estudante matou um professor na Faculdade de Engenharia por ter-lhe dado nota baixa, horas antes de a seleção brasileira treinar no câmpus, foi só o último de uma série de ações desse tipo. Essas ações costumam acontecer no final dos semestres, como é o caso agora, quando alunos ficam descontentes com as notas que recebem. É raro, no entanto, que os casos terminem na morte do professor, como foi dessa vez. Em geral, ficam em ameaças ou em tentativas, com ataques com objetos pontiagudos, por exemplo, exatamente porque não se aceitam armas de fogo nos ambientes escolares.