Trump mira nas eleições e dispara sanções contra o Irã

Trump mira nas eleições e dispara sanções contra o Irã

Lourival Sant’Anna

18 de setembro de 2019 | 15h01

Fragmentos de mísseis e drones iranianos, segundo as autoridades sauditas recolhidos na área dos bombardeios Foto: AFP

O calendário eleitoral prevaleceu sobre o desejo de projetar poder e preservar a credibilidade das ameaças americanas. O presidente Donald Trump decidiu impor mais sanções contra o Irã em retaliação ao bombardeio da maior refinaria e maior campo de petróleo da Arábia Saudita, no sábado.

Trump não deu detalhes, no Twitter. Mas os EUA já impuseram sanções contra o petróleo iraniano e punições contra empresas de outros países que violarem o embargo. Não há mais como golpear substancialmente a economia iraniana. 

O anúncio contrasta fortemente com a declaração de Trump de segunda-feira, de que os EUA estavam “carregados e engatilhados” para atacar o Irã.

Na disputa da reeleição em novembro do ano que vem, Trump quer cumprir a sua promessa de campanha de 2016: desengajar os EUA de guerras e focar nos problemas internos. 

Como escrevi no post anterior, o problema é que os inimigos dos EUA – Irã, Taleban, Coreia do Norte, Venezuela, etc. – percebem isso, e vão tentar extrair o máximo de vantagens do desejo de Trump de fechar acordos e de evitar ações militares. Os aliados, por sua vez, como a Arábia Saudita, terão ou que se defender sozinhos ou aceitar esses termos. Por enquanto, é o que os sauditas estão fazendo.

 

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