Angelina Jolie faz mastectomia dupla preventiva para evitar câncer

Lúcia Guimarães

14 de maio de 2013 | 08h23

 

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Angelina Jolie  (Cortesia Georges Biard)


A atriz Angelina Jolie revela, nesta terça-feira, num artigo no jornal New York Times, que fez mastectomia dupla preventiva em fevereiro deste ano. Jolie, de 37 anos, explica que tomou a decisão de fazer a cirurgia drástica ao descobrir que era portadora da mutação gene BRCA1, um fator de aumento de risco para câncer de mama e de ovário. Médicos da atriz calcularam que ela tinha 87% de risco para câncer de mama e 50% para câncer de ovário. O risco varia de mulher para mulher.

Com a cirurgia, afirma Jolie, seu risco de câncer de mama foi reduzido para menos de 5%. No artigo que escreveu no Times, Jolie lembra que sua mãe Marcheline Bertrand morreu de câncer de ovário, em 2007,  aos 56 anos e que seus filhos perguntavam se o mesmo poderia acontecer com ela. A atriz tem seis filhos, três adotivos e três naturais, com seu companheiro, o ator Brad Pitt. Ela revela que terminou, no dia 27 de abril a série de três procedimentos médicos que incluíram as mastectomias e implantes e dá detalhes do processo. Jolie diz que decidiu falar sobre a cirurgia para encorajar mulheres enfrentando o mesmo dilema e também divulgar a importância do teste, que pode custar mais de US$ 3 mil, nos Estados Unidos.

Só uma pequena porcentagem das mulheres são portadoras das mutações dos genes BRCA1 e BRCA2, indicativos do alto risco de câncer de mama e de ovário. Estudos revelaram que o risco aumenta entre certos grupos étnicos. Um estudo citado pelo Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, determinou que o risco de portar mutações entre mulheres judias descendentes de europeus orientais era de 2.3%, cinco vezes mais alto do que o da população geral.

Angelina Jolie pretende autorizar o hospital Pink Lotus Breast Center de Beverly Hills, na Califórnia, onde foi operada, a colocar seu regime de tratamento pós-operatório on-line. O anúncio feito pela atriz deve causar grande impacto no debate sobre prevenção e tratamento de câncer de mama, uma doença que mata 458 mil mulheres por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde.

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