De Olho No Mundo 4 de Julho

De Olho No Mundo 4 de Julho

Lúcia Guimarães

04 de julho de 2015 | 08h34

 

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Ouça o De Olho No Mundo online aqui ou ao vivo na Rádio Estadão,  sábado às 19h, domingo às 20h, 92,9 FM com participação de Roxane Ré, Andrei Netto, Jamil Chade e Lúcia Guimarães.

GRÉCIA

Na véspera do plebiscito sobre o pacote de austeridade, o Eurogrupo, o fórum de ministros das finanças da Zona do Euro, deixou claro que nada será decidido até os resultados das urnas. Há uma questão política maior por trás desta decisão, comenta Andrei Netto. A União Europeia quer dar um basta ao governo de Alexis Tsipras que faz campanha pelo “não” ao pacote. Quem se meteu na armadilha ao convocar o plebiscito foi o próprio Tsipras, diz o correspondente, mas não há heróis ou vilões nesta história. Jamil Chade ressalta a incomum aliança política na Europa que quer isolar projetos alternativos de poder, como a do atual partido governista grego. Há uma guerra de mensagens pelo sim e o não  que confundem o público grego.  As últimas pesquisas mostram empate técnico. Por um lado, a União Europeia faz apelos aos gregos para acatarem o pacote de austeridade e continuarem na Zona do Euro. Mas, embora a maioria queira manter a Grécia como membro da União, a oposição à austeridade é grande.

CUBA – EUA

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O anúncio sobre a reabertura de embaixadas em Havana e Washington, depois de mais de meio século de embargo, foi bem recebido por cubanos e americanos. A resistência esperada veio de políticos ligados à primeira geração de exilados cubanos, a maioria concentrados na Flórida. Há um clima otimista entre empresários americanos que há meses circulam na ilha, avaliando o potencial do mercado cubano. Os Estados Unidos já exportam US$300 milhões para a Flórida, sob um acordo especial de isenção humanitária para produtos como trigo, milho e outras commodities. Jamil Chade conversou com o sociólogo Jean Ziegler, que acaba de chegar de Cuba e observou o temor evidente do governo de Raul Castro com o aumento das expectativas da população diante da reaproximação com os Estados Unidos. Um líder dissidente cubano revelou que, depois de um período de aparente relaxamento que seguiu o anúncio dos governos Obama e Castro sobre o reatamento de ralações, houve centenas de prisões de dissidentes no mês de maio.

TRUMP SE ATRAPALHA

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Você está demitido. Se depender dos 52 milhões de latinos que vivem nos  Estados Unidos, Donald Trump não será eleito nem para síndico de um de seus arranha-céus. O empresário imobiliário e apresentador de TV que é candidato à indicação do Partido Republicano na eleição presidencial de 2016 insultou tanto os imigrantes mexicanos no lançamento da campanha, em Manhattan, que rapidamente se tornou alvo de um boicote envolvendo a Univision (rede latina), a loja de Departamentos Macy’s, o Mexico e até a prefeitura de Nova York. A transformação de Trump, que tem bons números de aprovação em pelo menos dos dois com primárias eleitorais a partir de janeiro, de figura controversa mas popular em pária reflete uma mudança demográfica. Os latinos têm um poder de compra que não para de subir, estimado em US$1.5 trilhões este ano. Têm idade média de 27 anos, são bi-culturais e gostam de comprar nas lojas mais do que online. Ou seja, não há corporação disposta a alienar este público por ser associada ao fanfarrão Trump.

EGITO

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A semana foi marcada por ataques de um grupo ligado ao Estado Islâmico no Egito, com a morte do promotor Hisham Barakat e ataques na região do Sinai, próxima à fronteira com Israel, que deixaram mais de cem mortos.O Egito, com tanto apoio e financiamento dos Estados Unidos para seu exército, não consegue conter o terrorismo dos aliados do Estado Islâmico. O grupo que se espalha como um câncer por vários países no Oriente Médio, consegue agora agir próximo a Israel.

DILMA NOS EUA

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A mídia americana destacou a condição vulnerável a presidente Dilma, com recorde de baixa aprovação. Jamil Chade lembra que a visita da presidente quebrou um tabu de afastamento comercial durante os anos Lula. Há poucos anos, diz ele, falar em acordo comercial com o governo americano era negar a estratégia brasileira de aproximação de mercados emergente. Na próxima semana, a presidente e uma comitiva de ministros brasileiros vai à cúpula dos países Brics em Ufa, na Rússia onde o destaque deve ser a abertura do  novo banco de desenvolvimento do grupo que reúne  Brasil, Rússia, Índia, China e Africa do Sul.

 FIFA

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Jamil Chade comenta o pedido de extradição do ex-presidente da CBF, José Maria Marin. O Departamento de Justiça deixou claro que considera Marin  organizador de suborno na Fifa, usando bancos americanos e em reuniões em território americano. O processo de extradição pode ser  longo e Marin deve passar ainda vários meses na prisão. Com a ofensiva judiciária americana que está em jogo, diz o repórter,  é a estrutura da organização internacional do futebol.

EXTERMINADOR CANSADO

Terminamos com uma volta por baixo. O Exterminador do Futuro, a franquia de Arnold Schwarzenegger, poderia ter preservado suas boas memórias do passado. O filme foi mal recebido pela crítica nos Estados Unidos.