De Olho No Mundo edição de 25 de abril

De Olho No Mundo edição de 25 de abril

Lúcia Guimarães

24 de abril de 2015 | 20h48

Ouça o De Olho No Mundo on line aqui ou ao vivo na Rádio Estadão,  sábado às 19h, domingo às 20 h, 92,9 FM com participação de Roxane Ré, Andrei Netto, Jamil Chade e Lúcia Guimarães.

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A extradição de Henrique Pizzolato foi decidida pelo governo italiano como revelou primeiro, com exclusividade, Jamil Chade, antes de   autoridades brasileiras serem notificadas. Jamil Chade explica o significado da extradição ex-diretor do Banco do Brasil, condenado por envolvimento no Mensalão, depois de anos de tensão entre os governos da Itália e do Brasil, por causa de Cesare Battisti, acusado de participar de assassinatos de um grupo terrorista italiano e cuja extradição para a Itália foi negada pelo ex-presidente Lula em 2009. Comentamos a   repercussão da divulgação do balanço da Petrobras e das revelação de perdas da estatal brasileira no exterior.

Mediterranean boat

A crise dos migrantes africanos no Mediterrâneo é o destaque da semana na União Europeia que realizou uma reunião de emergência cujo resultado, comenta Andrei Netto valeu o apelido de “Cúpula da Vergonha” pelo fracasso em reunir recursos e determinação para combater a crise humanitária que já provocou a morte de mais de mil migrantes africanos no Mar Mediterrâneo.

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Lembramos os 100 anos do massacre de 1.5 milhão de armênios no fim do Império Otomano que foram comemorados em Yerevan, capital da República da Armênia sem um consenso internacional até para classificar as mortes. Conversamos sobre a resistência de governos como o do Brasil e dos Estados Unidos em contrariar a Turquia, que recusa responsabilidade histórica, descrevendo o massacre como um genocídio. Leia como o Estadão noticiou o massacre, em 1915.

Massacre armênio de 1915

Massacre armênio de 1915

Um dos mais ambiciosos projetos econômicos do presidente Barack Obama, a Trans Pacific Partnership (Parceria Transpacífica), conhecida pela sigla TPP, está sob fogo cerrado dos sindicados e de uma ala do Partido Democrata do presidente. Obama quer autorização “fast track” do Congresso para acelerar a negociação do acordo de livre comércio  que envolve 12 países e reúne até 40%  das economias mundiais. Explicamos por que o acordo atrai até a oposição de acadêmicos como o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz.

A remontagem do musical The King and I (O Rei e Eu), que acaba de estrear no teatro do Lincoln Center , foi saudada com críticas elogiosas e deve ser um programa favorito para turistas, especialmente quem viajar com crianças para Nova York. O musical original, da dupla Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, teve a primeira montagem na Broadway em 1951 e ganhou três prêmios Tony. Era baseado num romance de 1944, Anna e o Rei do Sião, por sua vez inspirado nas memórias de uma governanta inglesa que educava filhos de um rei da Tailândia, antigo Sião, na década de 1860.  A trama mostra o conflito cultural entre a governanta e o monarca e ele que evolui para um envolvimento romântico que não pode ser admitido. O Rei e Eu foi levado ao cinema com enorme sucesso com o ator russo naturalizado americano Yul Brynner e a inglesa Debora Kerr. O rei vivido por Brynner, de cabeça raspada e maneirismos sugerindo o oriental primitivo, que não se conforma com a disciplina  ocidental, se tornou exemplo do politicamente incorreto na cultura de Hollywood. De fato, a dupla de compositores Rodgers e Hammerstein era conhecida por denunciar o racismo. Mas, diante de personagens de uma cultura que desconheciam, produziram clichês e estereótipos. Nada disso, prometem vários críticos nova-iorquinos,  deve afastar o público de uma impecável produção dirigida por Bartlett Scher,  com o ator japonês Ken Watanabe, no papel do rei, e a premiada Kelli O’Hara, nos papel de Anna. Scher é o mesmo diretor de South Pacific (2008) o musical que valeu o primeiro prêmio Tony a um brasileiro, ao tenor paulista Paulo Szot.

Aqui a versão clássica do do filme O Rei e Eu, de 1956, com Yul Brunner e Debora Kerr.