DIA DE SOLIDARIEDADE E AMEAÇA DE PARAR NOVA YORK

Lúcia Guimarães

17 de novembro de 2011 | 02h59

Nesta quinta-feira, em Nova York e várias cidades americanas, membros do grupo que começou como Ocupem Wall Street, prometem descentralizar manifestações e marcar os dois meses do movimento com a maior ação coordenada, desde setembro.

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Panfleto do Ocupem Wall Street

(Reprodução)

Policiais foram convocados para comparecer de madrugada  ao Zuccotti Park, desocupado terça-feira. Alguns planos de parar Nova York no “dia de solidariedade”, divulgados pela mídia local: uma concentração para impedir a abertura da bolsa às 9:30 da manhã (12:30, hora de Brasília); marchas para bloquear  pontes de acesso a Manhattan; tentativa de interromper linhas de metrô, com a ocupação simultânea de 16 estações. O protesto coordenado vai afetar áreas que ainda não foram expostas à rotina do Ocupem Wall Street e testar a paciência e o apoio da população. Nova York recebe, todos os dias,  mais de meio milhão de moradores de subúrbios e outros municípios que vêm trabalhar na cidade. Manifestantes planejavam usar terno e gravata para se misturar aos empregados do centro financeiro nova-iorquino sem chamar atenção.

Entre as outras cidades com protestos programados para esta quinta-feira estão Washington, D.C., Seattle, Detroit e Portland. Um panfleto distribuído pelo Ocupem Wall Street convoca para uma concentração às 5 horas da tarde (8 de Brasília) em Foley Square, uma praça vizinha à sede da prefeitura, no sul de Manhattan, e uma caminhada num “festival de luzes”  através da Ponte do Brooklyn. Uma coalizão de sindicatos que já expressou apoio ao OWS instruiu seus membros a comparecer à Foley Square no fim da tarde e acompanhar a marcha, que deve contar com a participação de famílias e grupos comunitários.

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Manifestante protesta logo após a desocupação do Zuccotti Park (Foto Lúcia Guimarães)

Os organizadores do protesto enfatizaram a necessidade de usar táticas não-violentas de desobediência civil, em panfletos com instruções para os participantes. Mas, assim como o acampamento desmantelado pela polícia no Zuccotti Park abrigava também grupos de sem teto e solitários em busca de encrenca, a polícia prendeu, quarta-feira à noite, Nkrumah Tinsley, de 29 anos, depois de assistir um vídeo no YouTube, em que ele ameaçava jogar um coquetel molotov na loja de departamentos Macy’s.

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