O menino que despertou os EUA para o rapto de crianças.

Lúcia Guimarães

24 Maio 2012 | 15h41

Um homem confessou nesta quinta-feira ser o assassino do menino Etan Patz. O desaparecimento de garoto de 6 anos, no bairro nova-iorquino do Soho, em 1979, provocou uma onda nacional apreensão sobre a segurança das crianças.

Pedro Hernandez, de 51, que trabalhava numa bodega perto do edifício da família Patz, foi preso na quarta-feira,  em Nova Jersey. Ele  disse que estrangulou o menino e colocou o corpo numa caixa que foi abandonada em Manhattan e desapareceu.

ETAN_PATZ.jpg

Etan Patz (Foto Cortesia NYPD)

Paltz foi raptado no primeiro dia em que sua mãe permitiu que ele caminhasse sozinho para a escola.  Na década de 80, as embalagens de leite nos Estados Unidos passaram a estampar rosto fotos de crianças desaparecidas e o Congresso passou leis para atacar raptos de crianças.

Em 33 anos de mistério, uma teia de pistas frustradas e suspeitos confundiu gerações de investigadores nova-iorquinos. Em 2010, o recém-eleito promotor público de Nova York, Cyrus Vance Jr., decidiu reabrir o caso.  O Prefeito Michael Bloomberg alertou para o fato de que a investigação não está encerrada e a polícia nova-iorquina não acusou Hernandez formalmente pelo assassinato.

Ouça a conversa com Mia Bruscato sobre o caso Ethan Paltz, na rádio Estadão ESPN.