Eslovenos, pais de Melania Trump recebem cidadania americana
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Eslovenos, pais de Melania Trump recebem cidadania americana

Aposentados, eles passam grande parte do ano nos EUA, onde visitam com regularidade a filha e o neto; advogado do casal confirma que eles se beneficiaram da 'migração em cadeia', sistema que o presidente americano critica e tenta eliminar

Redação Internacional

09 Agosto 2018 | 19h43

Atualizada em 10/8 às 16h40

WASHINGTON – Os pais da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, nascidos na Eslovênia, se converteram nesta quinta-feira, 9, em cidadãos americanos em uma cerimônia em Nova York, segundo seu advogado Michael Wildes.

Os sogros do presidente Donald Trump, Viktor e Amalija Knavs, prestaram juramento como novos cidadãos dos EUA. Questionado se os Knavs obtiveram a cidadania americana por meio do processo de “migração em cadeia”, Wildes respondeu: “Imagino que sim”.

Viktor e Amalija Knavs, após prestaram juramento como novos cidadãos dos EUA. Foto: Seth Wenig/AP

Ele disse que o processo de migração em cadeira é uma forma “suja” de caracterizar o que qualificou como “um dos alicerces do nosso processo de imigração quando se trata de reunificação familiar”.

Melania agiu como a “patrocinadora” para que os pais obtivessem o green card, explicou Wildes ao descrever o processo pelo qual os Knavs se tornaram cidadãos americanos. “Uma vez com o green card, eles se candidataram à cidadania assim que tornaram-se elegíveis”, disse.

Apesar de os próprios sogros terem usado este processo – e enquanto eles aguardavam o resultado -, Trump criticou ferrenhamente o mecanismo. Em novembro, ele escreveu no Twitter: “A MIGRAÇÃO EM CADEIA deve acabar agora! Algumas pessoas vem para os EUA e trazem a família inteira (…) NÃO É ACEITÁVEL!”

O presidente assegura que essa migração em cadeia rouba empregos dos americanos e ameaça a segurança nacional. Ele defende um sistema migratório que se baseie no mérito, dê preferência a certos profissionais com mais graduação e falem inglês.

Desde os primeiros relatos em fevereiro de que os Knavs tinham recebido a residência permanente nos EUA, não houve uma explicação clara sobre quando ou como receberam seus green cards – e, a menos que eles próprios revelem, o processo é protegido por leis de privacidade.

De acordo com estatutos de imigração dos EUA, os pais de Melania precisariam ter recebido o documento de residência permanente no país há pelo menos cinco anos para poderem se candidatar à cidadania americana, além de cumprirem requisitos de caráter, residência e conhecimento cívico.

O tempo dos processos de naturalização na cidade de Nova York demoram, em média, de 11 a 21 meses, segundo o Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA.

O advogado da família afirmou que os Knavs cumpriram o pré-requisito de ter o green card há mais de cinco anos. “Não posso fazer mais comentários sobre o assunto.”

Disputa

O Congresso fracassou até agora em aprovar um acordo migratório, apesar das pressões de Trump para se alcançar um pacto que reduza significativa a entrada de imigrantes nos EUA

Viktor Knavs, que era vendedor de carros na Eslovênia, e Amalija, que trabalhava em uma fábrica têxtil, têm mais de 70 anos, estão aposentados e passam grande parte do ano nos EUA, onde visitam com regularidade sua filha e seu neto Barron.

O casal criou Melania na cidade de Svenica, quando o país estava sob um governo comunista.

Em 1996, Melania Trump se mudou para Nova York para se dedicar à carreira de modelo e, dois anos mais tarde, conheceu Donald Trump, com quem se casou em 2005. No ano seguinte, Melania obteve a cidadania americana. / AFP e NYT