Facebook, Apple, YouTube e Spotify removem conteúdo de teórico de conspiração dos EUA
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Facebook, Apple, YouTube e Spotify removem conteúdo de teórico de conspiração dos EUA

Os movimentos são as ações mais abrangentes realizadas por empresas de internet até agora para suspender ou remover parte de conteúdo com base em conspirações

Redação Internacional

06 Agosto 2018 | 18h31

ATLANTA – Apple, YouTube, Facebook e Spotify removeram podcasts e canais do teórico de conspiração americano Alex Jones, dizendo nesta segunda-feira, 6, que o autor do site Infowars tinha violado os padrões de comunidade.

 

Alex Jones, do Infowars.com, participa de ato na campanha de Trump em 2016 . Fotos: Lucas Jackson/Reuters

Os movimentos são as ações mais abrangentes realizadas por empresas de internet até agora para suspender ou remover parte de conteúdo com base em conspirações.

Desde a fundação do site Infowars, em 1999, Jones conquistou uma vasta audiência promovendo teorias como a de que os ataques de 11 de setembro de 2001 foram encenados pelo governo.

O Facebook disse que removeu as páginas “por glorificar a violência, o que viola nossa política de violência gráfica, e por usar linguagem desumana para descrever transexuais, muçulmanos e imigrantes, o que viola nossa política de discurso de ódio”.

O editor-geral do Infowars, Paul Joseph Watson, disse no Twitter que as amplas remoções representam censura e tinham a intenção de ajudar os democratas nas eleições nacionais no fim do ano.

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“O Infowars é amplamente creditado por ter desempenhado um papel fundamental na eleição de Donald Trump. Ao banir o Infowars, as grande (empresas de) tecnologia estão envolvidas em interferência eleitoral apenas três meses antes de votações cruciais”, escreveu Watson no Infowars.

Nem Jones nem um representante do Infowars estavam disponíveis para comentar o assunto.

O canal de Alex Jones no YouTube, da Alphabet, nesta segunda-feira exibia um aviso dizendo que a conta tinha sido encerrada por violar as diretrizes de comunidade, e um porta-voz da empresa acrescentou por email que repetidas violações de políticas, tais como as que proíbem o discurso de ódio e perseguição levou à rescisão de contas.

A Apple removeu a maioria dos podcasts do Infowars do iTunes e uma porta-voz disse em um comunicado que a empresa “não tolera o discurso do ódio” e publica diretrizes que os desenvolvedores e editores devem seguir.

“Podcasts que violam essas diretrizes são removidos do nosso diretório, tornando-os não mais pesquisáveis ​​ou disponíveis para download ou transmissão”, informou a Apple em comunicado. “Acreditamos em representar uma ampla gama de pontos de vista, desde que as pessoas sejam respeitosas com as opiniões divergentes.”

Apenas um programa fornecido pelo Infowars, o RealNews com David Knight, permaneceu nas plataformas da Apple nesta segunda-feira. O BuzzFeed informou anteriormente que a fabricante de iPhones havia removido a biblioteca de cinco dos seis podcasts do Infowars, incluindo os programas War Room e o diário The Alex Jones Show.

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O aplicativo de músicas e podcasts Spotify disse nesta segunda-feira que removeu todos os programas do Infowars de sua plataforma, depois de retirar alguns programas na semana passada.

Um representante disse que o Spotify levou a sério relatos de conteúdo de ódio. “Devido a repetidas violações das políticas de conteúdo proibido do Spotify, o ‘Alex Jones Show’ perdeu o acesso à plataforma”.

O Facebook já havia suspendido a rádio e o perfil pessoal do Infowars por 30 dias no fim de julho, por conta do que a empresa definiu como intimidações e incitação ao ódio. / REUTERS

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