Jornalista americana noticia em seu programa morte por overdose da própria filha
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Jornalista americana noticia em seu programa morte por overdose da própria filha

Apresentadora decidiu compartilhar história para ajudar outras famílias

Redação Internacional

12 Setembro 2018 | 15h51

Em 16 de maio, a jornalista americana Angela Kennecke estava trabalhando em uma história sobre a epidemia de opioides para seu canal de TV Kelo, em Sioux Falls, em Dakota do Sul. Naquele dia, ela conversou com três mães que perderam filhos de overdoses.

Quando ela chegou em casa, recebeu a mesma notícia que devastou aquelas mães: sua própria filha, Emily, de 21 anos, havia tido uma overdore de fentanil.

“Eu fiquei sem chão”, contou Angela em uma entrevista ao USA Today. “Não sei como consegui lidar com isso.”

Como jornalista investigativa, Angela cobre a epidemia de opioides há anos e então sentiu o impacto dentro de sua própria família. A jornalista, porém, decidiu compartilhar sua história em seu próprio programa para ajudar outros pais que lidam com o mesmo problema.

“Apenas senti que tinha a obrigação de seguir adiante e dizer que isso aconteceu comigo, com minha família e pode acontecer com você”, disse. “Isso pode acontecer com qualquer pessoa.”

A apresentadora, em seu programa, descreve Emily, a mais velha de seus quatro filhos, como uma menina talentosa, criativa, que gostava de esportes e artes. “Ela era simplesmente uma pessoa incrível”, lembrou.

Na entrevista ao USA Today e em seu programa, Angela relatou que começou a se preocupar quando percebeu que Emily tinha se tornado “fascinada” pela cultura das drogas. “Ela saia com amigos que eu não aprovava muito”, relatou, até que começou a mudar em sua aparência e se afastar dos eventos de família.

Depois de saber que um dos amigos de Emily morreu de overdose, Angela começou a ligar para centros de viciados. No dia em que a filha morreu, a jornalista contou que estava completando o processo para o pedido de uma intervenção.

“Eu sei sobre o que uma pessoa deve fazer e o que não deve fazer, e eu estava apenas tateando entre essas duas coisas com minha filha, tentando entender o que fazer”, lembrou ao USA Today.

Após a morte da filha, ela recebeu uma carta anônima de um morador de sua cidade falando sobre como o vício tinha afetado sua família. Por isso, contou a jornalista, ela decidiu compartilhar sua história.

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