Militar americano que pensou ter perdido filha descobre conspiração da ex-mulher
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Militar americano que pensou ter perdido filha descobre conspiração da ex-mulher

Steven Garcia estava fora dos EUA quando criança nasceu; mulher mentiu sobre paternidade e tentou se livrar do bebê

Redação Internacional

22 Maio 2018 | 17h28

SIERRA VISTA, EUA – O sargento americano Steven Garcia, de 24 anos, trabalhava como supervisor de patrulha em Seul, na Coreia do Sul, quando recebeu uma trágica notícia em janeiro: sua mulher, Marina, havia dado à luz no Arizona, mas o bebê, uma menina, não havia sobrevivido ao parto.

“Quando minha irmã me ligou para contar, foi um momento muito emotivo”, disse Garcia ao canal Tucson News 4. “Choramos muito ao telefone, foi devastador.”

Steven com o filho em reportagem da rede Tucson News 4

Poucas semanas depois, porém, o sofrimento deu lugar à surpresa após uma série de descobertas: o bebê era um menino, estava vivo e foi envolvido numa investigação policial. Ainda por cima, não era seu filho.

Segundo autoridades ouvidas pelo Washington Post, Marina Garcia mentiu para a família do marido para esconder a infidelidade. Para esconder a “evidência”, a mulher forjou documentos de adoção e traçou um plano para entregar a criança a um casal residente no Texas.

Na manhã do dia 5 de fevereiro, um carro foi registrado a mais de 140 km/h na rodovia Interstate 10, no Arizona, rumo ao leste. Quando o policial parou o veículo, encontrou a bordo o casal texano Alex e Leslie Hernandez e um bebê recém-nascido. Após interrogatório, os dois confessaram ter recebido o bebê de Marina Garcia e forjado a assinatura de Steven para adotar a criança. O esquema foi confirmado por mensagens de texto encontradas no celular de Leslie.

No mesmo dia, a Polícia viajou à cidade de Sierra Vista para interrogar Marina e a encontrou morando com o novo namorado, um especialista do Exército. A mulher confessou a conspiração com o casal Hernandez e admitiu que não sabia quem era o pai do bebê, mas tinha certeza que não era seu marido.

“A única coisa que ela tinha em mente era se livrar da criança, esse ‘problema’ na sua vida”, afirmou o promotor público Brian McIntyre, do Condado de Cochise.

Quando Steven Garcia foi contatado na Coreia do Sul e informado da situação, o sargento tirou uma licença de emergência e voltou aos EUA para visitar a criança, que foi acolhida pelo Estado. O bebê agora se chama Leo e mora com outros pais adotivos, como apurou o Post. Um teste de paternidade confirmou que Leo não é filho de Steven, que entrou com pedido de divórcio.

Em abril, Alex Hernandez se declarou culpado por falsificação de documentos, enquanto sua mulher confessou o crime de conspiração para cometer falsificação. Ambos foram condenados a 4 anos de liberdade condicional. Marina Garcia declarou-se culpada por tentativa de fraude e deve ser julgada em junho; a paternidade da criança não foi revelada.

Enquanto isso, Steven Garcia já visitou o bebê Leo oito vezes e planeja pedir a custódia da criança. Sendo ele próprio adotado, Steven disse à News 4 que sua experiência foi importante para formar seu caráter. “Meu pai adotivo mudou completamente minha vida”, declarou. “E pela oportunidade de fazer isso por outra pessoa, eu acredito que é importante. Adotar a criança pode dar a ela um futuro melhor e acredito que é a coisa certa a se fazer.”

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