Número recorde de mulheres disputará vagas na Câmara dos EUA
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Número recorde de mulheres disputará vagas na Câmara dos EUA

Ao menos 180 candidatas já foram escolhidas nas primárias realizadas pelos principais partidos para tentar uma vaga na legislatura de 2019 a 2021; no Senado, serão 42 mulheres candidatas, outra cifra recorde

Redação Internacional

08 Agosto 2018 | 14h51

WASHINGTON – Um número recorde de mulheres postulará uma vaga no Congresso dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato, em novembro, em um ano marcado pelo movimento #MeToo contra a violência de gênero e pelas acusações de abuso contra o presidente americano, Donald Trump.

Depois das últimas rodadas de primárias em vários Estados na terça-feira, mais de 180 mulheres foram escolhidas para competir por um lugar na Câmara dos Deputados para a legislatura de 2019 a 2021.

Rashida Tlaib, americana de origem palestina, pode se tornar primeira muçulmana eleita para o Congresso; número de mulheres candidatas também é recorde (Anthony Lanzilote/The New York Times)

Rashida Tlaib, americana de origem palestina, pode se tornar primeira muçulmana eleita para o Congresso; número de mulheres candidatas também é recorde (Anthony Lanzilote/The New York Times)

“É oficial. Batermos o recorde de mulheres nomeadas pelos principais partidos para a (disputa) para a Câmara dos EUA em relação a qualquer outro ano”, afirmou o Centro para Mulheres Americanas e Políticas (CAWP, em inglês) – até então, o recorde de mulheres postulantes a cargos na Câmara era de 167.

Outro número sem precedentes desta eleição de novembro é a quantidade de mulheres que disputarão governos estaduais: um total de 11, segundo a CAWP, uma a mais do que em 1994, antigo recorde.

Em junho, as mulheres também chegaram a um número nunca antes visto em relação às postulações para o Senado. Ao todo, serão 42 – 24 democratas e 18 republicanas. Em 2016, o antigo recorde, 40 mulheres disputaram vagas nesta Casa, também de acordo com o CAWP.

Além disso, muitas das candidatas com grande probabilidade de serem eleitas são parte de minorias com pouca ou nenhuma representação no Congresso.

Entre elas está Rashida Tlaib, que ganhou a primária democrata no Michigan e agora poderá se transformar na primeira mulher muçulmana eleita para o Congresso americano. Outras são indígenas. “A mulher nativa americana nunca foi eleita para o Congresso”, informou a organização.

O grande número de candidatas surge perto da metade do mandato de Trump, cuja posse em janeiro de 2017 foi recebida com uma grande marcha em Washington em defesa dos direitos das mulheres.

Também ocorre em um momento decisivo da luta de gênero na sociedade americana, impulsionado pelo movimento #MeToo contra o abuso sexual de mulheres por parte de homens em posições de poder. / AFP