Correa é criticado por transferir dinheiro para o exterior

Estadão

25 de junho de 2011 | 16h52

O transferência de US$ 300 mil pelo presidente Rafael Correa para o exterior tem causado polêmica no Equador. A imprensa e a oposição local dizem que a atitude contradiz o nacionalismo do presidente, que frequentemente critica quem tem investimentos no exterior. Correa assegura que a decisão foi de foro pessoal e serviu para comprar um apartamento de um dormitório na Bélgica, país natal de sua mulher, Anne Malherbe.

A polêmica começou quando, a pedido do deputado oposicionista Jorge Escala, o Serviço de Rendas Internas ( equivalente equatoriano à Receita Federal) levantou os pagamentos de impostos do presidente e sua movimentação financeira ao exterior.  Segundo o jornal El Universo,  Correa enviou US$ 330 mil para a Alemanha, e por isso pagou os devidos US$ 8.742,76 de imposto. O dinheiro provém de uma indenização por danos morais ganha pelo presidente no Banco Pechincha, em 2010.

Correa, irritado, reagiu. “Não enviei o dinheiro para ele render fora do país, como dizem as pessoas de má fé.  O dinheiro foi para Bélgica, e não para Alemanha. A Bélgica é o local de nascimento da minha mulher, onde meus filhos têm nacionalidade, onde passamos as férias, e onde provavelmente eles vão estudar”, disse. O apartamento de 62 metros quadrados tem sala de estar, sala de jantar, cozinha, banheiro e um quarto.

Em 2007, quando processou o banco, o presidente tinha dito que não era apegado ao dinheiro. “Nasci pobre e vou morrer pobre”, afirmou à época. “Se quiserem posso doar esse dinheiro, ainda que meu principal dever seja dar segurança econômica à minha família.”

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