Diário de Caracas – Trânsito caótico

Estadão

21 Maio 2012 | 16h41

Quem vive em São Paulo está acostumado a amaldiçoar o trânsito e a sobreviver num ambiente caótico de ruas, avenidas, motoristas, motoqueiros e pedestres.  Agora, imaginem uma cidade sem respeito a sinalização, sem fiscalização adequada e veículos velhos movidos a uma gasolina muito muito muito barata. Assim é Caracas.

Isolada do litoral caribenho por uma cadeia de montanhas, a capital venezuelana se estende de oeste a leste. A principal ligação entre os dois extremos da cidade é a Autopista Francisco Fajardo, que fica congestionada durante boa parte do dia. Há muitas motos, a maior parte importada da China. Os motoristas raramente respeitam a sinalização, e é comum ver carros e motos quase se chocarem. Além disso, não há verificação de velocidade por radar.

” Quem causa os problemas são as motos”, diz o motorista Carlos Flores. “Se metem por todos os cantos te arrancando os retrovisores, enquanto acelera na autopista a quase 100 km/h.

Outra curiosidade notória da capital venezuelana é o preço da gasolina. O litro sai por cerca de R$ 0,07. Um tanque pequeno cheio custa cerca de R$ 5.  “Provavelmente o que você gasta com um tanque, eu gasto no ano”, me disse o motorista, quando lhe digo que em São Paulo o litro da gasolina custa o equivalente a 5 bolívares.  “Aqui praticamente a gasolina nos é dada de presente”

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