Humala agrada ao mercado com equipe econômica

Estadão

21 de julho de 2011 | 14h35

Acabou o mistério. O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, anunciou nesta quinta-feira os primeiros nomes de seu gabinete de ministros. A equipe econômica é formada por nomes ligados ao atual modelo econômico – que levou o país a um crescimento vigoroso, ainda que sem melhorar a distribuição de renda. O ministro da Economia será Luis Castilla, que era o secretário-executivo da pasta durante o governo de Alan Garcia. Juan Vilarde continuará à frente do Banco Central e o presidente do Conselho de Ministros será o empresário Salomón Lerner Ghitis.

O sociólogo Rafael Roncagliolo, ligado à esquerda, será o chanceler de Humala. Ontem, o ex-presidente Alejandro Toledo anunciou que seu partido, o Peru Posible, participará do gabinete, mas não divulgou quais ministérios a legenda assumirá.

Os nomes da equipe econômica eram bastante esperados pelo mercado financeiro e investidores, que temiam uma guinada “bolivariana” do novo presidente peruano.

Desde a campanha, Humala vem tentando se distanciar do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e vincular sua imagem a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assim como o petista, divulgou uma carta na qual se comprometia com os fundamentos macroeconômicos no país e prometera levar o crescimento aos mais pobres.

Dessa vez, mais uma vez “imitou” Lula, ao manter um nome ligado ao mercado no BC, como o brasileiro fizera em 2002, com Henrique Meirelles. No comando da economia, Humala, no entanto, foi mais além. Se o ex-presidente optara por Antonio Palocci, um petista que manteve as políticas da gestão anterior, Humala simplesmente promoveu o número dois do gabinete de Garcia. Analogamente, seria como se Lula nomeasse o braço direito de Pedro Malan. Impensável, não?

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