Zelaya volta a Honduras

Estadão

28 de maio de 2011 | 17h35

Enquanto milhares de pessoas na América Latina estavam de olho na final da Liga dos Campeões da Europa, vencida pelo Barcelona dos argentinos Lionel “La Pulga” Messi e Javier “El Jefecito” Mascherano, o ex-presidente de Honduras Manuel “Mel”  Zelaya, deposto por um golpe de Estado em 2009, voltou ao país após um exílio de 16 meses, informou a AFP. O retorno foi intermediado pelos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Juan Manuel Santos, e negociado com o chefe de Estado hondurenho, Pepe Lobo.

Zelaya, que estava vivendo na República Dominicana, chegou a Honduras vindo de Manágua, na Nicarágua, em um voo da companhia venezuelana Conviasa. Antes de embarcar, o ex-presidente qualificou seu retorno como uma vitória para a democracia na América Latina.  “Minha volta é resultado de um esforço feito por todos os países latinoamericanos”, disse à TV Telesur.

Milhares de partidários do ex-presidente o esperavam nas ruas e praças próximas ao Aeroporto de Tegucigalpa. Alguns deles passaram mal por causa do calor.  Organizadores do evento disseram à AFP que a volta de Zelaya pode atrair até  1 milhão de pessoa, mas a polícia não deu estimativas.

Para o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Jose Miguel Inzulza,a maioria dos hondurenhos anseia por um processo pacífico de reconciliação. “A democracia pressupõe divergências, que devem ser resolvidas pacíficamente”, falou à AFP.

Fazem parte da comitiva de Zelaya sua mulher, Xiomara Castro, duas de suas filhas e assessores. Também o acompanham os chanceleres da Venezuela, Nicolás Maduro, da Bolívia, David Choquehuanca, o ex-presidente panamenho Martín Torrijos, o enviado do governo dominicano Miguel Mejía e a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba.

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