Marinhas – Arqueologia da Morte

O fotógrafo Orlando Azevedo, de 61 anos, tornou-se conhecido por duas grandes expedições pelo interior do País. Na primeira, entre 1999 e 2000, percorreu 70 mil quilômetros, resultando em várias exposições e nos livros Homem, Terra e Mito, que integram a coleção Coração do Brasil. A segunda, entre setembro de 2005 e abril de 2006, registrou o Paraná e também foi vista em mostra e em livro. Agora, o fotógrafo foi à praia, recolhendo animais em decomposição, ossos, conchas, objetos oxidados e até um ursinho de pelúcia envolto em arame. Apesar das imagens decompostas, ele diz que a mostra Marinhas - Arqueologia da Morte é um elogio à vida, uma promoção da "ressurreição da extinção".Ao voltar-se para o mar, Azevedo reviveu a infância. Nascido na Ilha Terceira (Açores/Portugal), cresceu fascinado pelo Oceano Atlântico e pelas imagens a que tinha acesso na National Geographic, da qual o avô e o pai foram assinantes. "Isso foi decisivo na minha formação visual." Já em Curitiba, para onde se mudou em 1963 com os pais, Azevedo envolveu-se com poesia e música, integrando uma das principais bandas do Estado, A Chave, que fez história entre 1969 e 79. "A grande intimidade, a ligação da fotografia é com a poesia e com a música", afirma. "Sou um somatório desses três elementos em todo momento." E são poesia e música que Azevedo coloca na mostra que será aberta hoje (20), ficando até o dia 28 de novembro no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (Rua Marechal Hermes, 999).Texto: Evandro Fadel

Estadão

20 de agosto de 2010 | 12h42

Exposição

Exposição "Marinhas - Arqueologia da Morte". Foto: Orlando Azevedo/Divulgação

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Exposição "Marinhas - Arqueologia da Morte". Foto: Orlando Azevedo/Divulgação

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