10 fatos sobre a ditadura na Argentina
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10 fatos sobre a ditadura na Argentina

A Argentina lembrará nesta quinta-feira, o 40º aniversário do golpe de Estado de 1976 que deu início ao regime militar e à última ditadura no país (1976-1983); saiba mais sobre ela

Redação Internacional

24 de março de 2016 | 05h00

1-A “guerra suja” travada pelo regime militar argentino contra organizações armadas de oposição, partidos e sindicatos de esquerda deixou cerca de 30 mil desaparecidos, de acordo com estimativas de entidades de direitos humanos.

2-O golpe de Estado foi liderado pelo tenente-general Jorge Rafael Videla, que derrubou a presidente María Estela Marinez.

3-Os processos contra os responsáveis pelas repressões estiveram parados por obstáculos legais e políticos. Mas a Corte Suprema de Justiça abriu o caminho para o julgamento dos processos ao apontar inconstitucionalidade nas leis que regiam os casos em 2005.

A member of the audience holds up a picture of Enrique Juarez Diaz Ramos, who disappeared during Argentina's 1976-83 military dictatorship, at the trial of former Argentine de facto president and army chief Reynaldo Bignone and other officers in Buenos Aires April 20, 2010. Bignone, 81, the last military president in Argentina's 1976-1983 dictatorship, will be sentenced today on charges of kidnapping, torture and murder of 56 people in a concentration camp. The former general who ruled Argentina in 1982-1983, and seven other former military and police officers faced a three-judge panel on charges including the ordering of beatings, waterboardings and electrocutions at the Campo de Mayo army base. REUTERS/Marcos Brindicci (ARGENTINA - Tags: POLITICS CRIME LAW)

Manifestante segura foto de uma das vítimas da ditadura argentina. Foto: REUTERS/Marcos Brindicci

4-Segundo o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), principal organização de direitos humanos, atualmente tramitam 139 processos em todo o país, que envolvem cerca de mil militares e policiais.

5-Em 2007, foram anunciadas as primeiras condenações, com penas que oscilavam entre a prisão perpétua e 25 anos de cárcere, contra um ex-capelão católico da polícia e sete oficiais do Exército.

6-Dois ex-presidentes militares e os ex-generais Jorge Videla e Reinaldo Bignone estavam entre os processados, pela responsabilidade na tomada ilegal das crianças nascidas durante a prisão de suas mães, que hoje são consideradas desaparecidas.

7-Em dezembro de 2014, Bignone foi condenado por um tribunal da Argentina a 25 anos de prisão pelo roubo de filhos de presos políticos durante a ditadura. Foi a sexta condenação acumulada por Bignone, o último ditador do regime.

8-Além de duas penas perpétuas, ele já cumpre uma condenação de 25 anos de prisão e outra de 15 anos. Entre os diversos crimes, o ex-ditador, de 86 anos, esteve envolvido ainda em torturas e assassinatos de civis e roubo de bens.

9-Videla – também autor de sequestros, torturas e assassinatos de milhares de pessoas durante o regime militar – morreu no dia 17 de maio de 2013, de causas naturais, sentado em um vaso sanitário em sua cela da prisão de Marcos Paz. Videla tinha sido condenado em 2010 à prisão perpétua pelo assassinato de civis. Reveja o último discurso em rede nacional do ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla, morto hoje aos 87 anos aqui.

10-O Plano Condor, que serviu para coordenar a repressão nas ditaduras da América do Sul nas décadas de 1970 e 1980, nasceu em 25 de novembro de 1975 em Santiago de Chile, em uma reunião clandestina entre representantes da Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia, em meio a Guerra Fria, polarizada por EUA e União Soviética. Documentário narra as diferentes versões sobre a Operação Condor, conexão entre as ditaduras do cone sul nos anos 70. Veja o trailer.

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