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11/11/11 – 11 ditaduras que correm risco de cair

Redação Internacional

10 de novembro de 2011 | 22h00

Nesta sexta-feira, ocorre uma coincidência numérica curiosa: é o 11º dia do 11º mês de 2011, ou seja, 11/11/11. Para marcar a data, apresentamos a seguir uma lista de 11 autocratas que correm o risco de cair, depois que três dos mais longos regimes do norte da África – Tunísia (após 23 anos no poder), Egito (30 anos no poder) e Líbia (42 anos no poder) – cederam.

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‘DITADÔMETRO’: O destino de outros líderes árabes

A lista a seguir foi elaborada com base em uma outra relação, publicada pela revista Time no começo do ano – quando Mubarak e Kadafi ainda estavam no poder. Ela não inclui todas as ditaduras ainda no poder ao redor do mundo, mas apenas 11 das que estão, usando o termo da Time, “vivendo no limite”. Confira.

ARGÉLIA: Abdelaziz Bouteflika
Abdelaziz Bouteflika, da Argélia
No comando da Argélia desde 1999, quando venceu uma guerra civil contra radicais islâmicos, Bouteflika tem enfrentado severas dificuldades econômicas. No começo do ano, protestos similares aos da Tunísia e do Egito ameaçaram irromper no país.

BAHREIN: rei Salman ben Hamad al-Khalifa
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Há 12 anos no poder, o rei Hamad se junta aos ditadores de Síria, Iêmen, Jordânia e Argélia na luta para permanecer no governo. O Bahrein, depois de massacrar protestos opositores, corre o risco de ver suspensa a compra de US$ 53 milhões em armas dos EUA.

BIELO-RÚSSIA: Alexander Lukashenko
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Descrito como ‘o último ditador da Europa’, Lukashenko governa a ex-república soviética da Bielo-Rússia há 16 anos. Após a queda do regime soviético, O bielo-russo evitou um impeachment em 1996 e desde então governa o país com mão de ferro. A imprensa é censurada, e dissidentes, perseguidos. Na última eleição, na qual foi reeleito com 80% dos votos, houve denúncias de fraude generalizada. O país enfrenta sanções da comunidade internacional.

COREIA DO NORTE: Kim Jong-il
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Líder da ditadura mais fechada do mundo, Kim Jong-il indicou seu filho Kim Jong-un, um jovem de pouco mais de 20 anos, para sucedê-lo. Em meio ao impasse sobre o programa nuclear e o conflito com a Coreia do Sul, Pyongyang enfrenta também problemas com a distribuição de comida. A incerteza provocada pela sucessão, dizem analistas, pode provocar um golpe contra a família de Kim.

IÊMEN: Ali Abdullah Saleh
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No poder há 32 anos, o presidente do Iêmen governa o país mais pobre do Oriente Médio, dividido entre tribos e clãs, que abrigam a franquia da Al-Qaeda na Península Arábica. Após os protestos da primavera árabe, que começaram na Tunísia e se estenderam para o Egito, o país também viu protestos contra o presidente e a corrupção. Saleh sofreu um atentado e se exilou na Arábia Saudita para tratar de ferimentos graves que teve.

IRÃ: Mahmoud Ahmadinejad
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Um ano e meio antes da Revolução de Jasmin, os iranianos tomaram as ruas do país na chamada ‘Revolução Verde’, para protestar contra fraudes que teriam ocorrido nas eleições presidenciais que reelegeram Ahmadinejad. A reação do regime foi brutal. A internet foi censurada e os manifestantes, perseguidos. Desde os confrontos, Ahmadinejad tem enfrentado uma oposição maior de alguns clérigos do próprio regime.

JORDÂNIA: Abdullah II ibn al-Hussein
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Embora com menor intensidade, os protestos da primavera árabe ocorreram também na Jordânia, país governado há 12 anos pelo rei Abdullah. Em março, uma pessoa morreu e 100 ficaram feridas quando apoiadores do regime atacaram manifestantes pró-reforma na capital, Amã. Em abril um homem ateou fogo ao próprio corpo diante do escritório de Abdullah. Consultorias de risco avaliam como delicada a sua situação.

SÍRIA: Bashar al-Assad
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O presidente sírio, que está há 11 anos no poder, assumiu depois da morte do pai, Hafez al-Assad – que governava desde 1971. O país está mergulhado desde março em violentos confrontos entre opositores e o regime. De acordo com a ONU, mais de 3,5 mil pessoas já morreram nos conflitos.

SUDÃO: Omar al-Bashir
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O Tribunal Penal Internacional de Haia emitiu um mandado de prisão contra o presidente do Sudão por crimes contra a humanidade, cometidos durante o conflito em Darfur, no sul do país. Neste ano, a região optou por se separar do país em um referendo – a separação ocorreu em julho. No norte, Bashir tem enfrentado protestos similares aos da primavera árabe.

TAJIQUISTÃO: Emomali Rahmon
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O presidente do Tajiquistão, no poder desde 1992, governa um dos países mais pobres do antigo bloco soviético. Fazendo fronteira com países conturbados, como Afeganistão e Paquistão, o Tajiquistão tem enfrentado sérios problemas nos últimos anos por ser rota de tráfico de drogas como ópio e heroína.

ZIMBÁBUE: Robert Mugabe
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Único presidente da história do Zimbábue, no poder desde 1980, Mugabe governa um país onde a inflação é incalculável e o dinheiro perdeu o valor de face. Após uma crise política em 2008, iniciada depois de o ditador recusar a derrota em eleições, um acordo de coalizão foi costurado com a oposição.

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