Mulheres do mundo árabe fazem congresso
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Mulheres do mundo árabe fazem congresso

Luiz Moncau

17 de dezembro de 2009 | 11h06

EGYPT ARABS SEXUAL HARASSMENT

Jovens egípcios mexem com moças no Cairo Foto: AP

 As mulheres no mundo árabe continuam sofrendo com assédio, agressões e descaso das autoridades dos países onde vivem. Essa é a conclusão de ativistas de 17 países árabes que participaram do primeiro congresso a discutir a situação da mulher na região. Realizado com apoio financeiro das Nações Unidas e de uma agência sueca de desenvolvimento, o congresso mostrou que os abusos contra as mulheres são frequentes nas região porque a lei não é cumprida, as mulheres não os denunciam e as autoridades simplesmente os ignoram. 

A consequência mais visível dessa rotina de violência é o temor de as mulheres de frequentar lugares públicos e procurar emprego. Estudos inéditos apresentados no congresso reforçam essa certeza. No Iêmen, 90% das mulheres admitem que já foram hostilizadas. No Egito, 83% reconheceram ter sido alvo de agressões físicas ou verbais. No Líbano, um dos países mais liberais do mundo árabe, esse índice é de 30%.  

As mulheres passaram a usar a internet como arma para denunciar os abusos. No Egito, ativistas criaram blogs para discutir medidas e uma delas foi postar vídeos com agressões e assédios em locais públicos. Além de organizar o congresso, a mobilização das ativistas levou o governo egípcio a estudar a elaboração de um projeto de lei para coibir o assédio sexual nos locais de trabalho.

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