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67ª Assembleia-Geral da ONU começa nesta terça em Nova York

Redação Internacional

25 de setembro de 2012 | 05h08

Texto atualizado às 9h26

NOVA YORK – Começa nesta terça-feira, 25, a 67ª edição da Assembleia-Geral da ONU, com discursos dos chefes de Estado dos 193 países integrantes das Nações Unidas. Tradicionalmente, o Brasil abre os trabalhos, como é feito desde 1947, quando o chanceler Oswaldo Aranha inaugurou a sessão. A presidente Dilma Rousseff, que no ano passado foi a primeira mulher a abrir a Assembleia-Geral, deve procurar fazer um apelo à “moderação” em seu discurso, agendado para 9h (no horário local, 10h em Brasília).

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Antes de Dilma, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente da 67ª sessão da AGNU, Vuk Jeremic, falarão. Na sequência, o presidente dos EUA, país que sedia os debates, Barack Obama, fará seu discurso. O secretário de imprensa da Casa Branca, Jay Carney, disse na segunda-feira que Obama deverá abordar em sua fala a agitação ligada a um vídeo anti-islâmico que provocou uma onda de protestos no mundo muçulmano, e irá destacar seu comprometimento em impedir que o Irã adquira armas nucleares.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, aliás, foi alertado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, contra a retórica inflamada que costuma levar a Nova York. “O secretário-geral chamou a atenção para as consequências potencialmente nocivas da retórica, da contrarretórica e das ameaças inflamatórias por parte de vários países no Oriente Médio”, disse a assessoria de Ban em nota após um encontro dele com o presidente do Irã, no domingo. Em edições anteriores, Ahmadinejad fez discursos polêmicos e agressivos na ONU, levando vários diplomatas ocidentais a deixarem o plenário em protesto.

Na sequência do presidente Obama, falarão líderes de outros países. O primeiro a falar será o sérvio Tomislav Nikolić, seguido por Boni Yayi (Benin), Sauli Niinisto (Finlândia), Demetris Christofias (Chipre), Hamad bin Khalifa Al-Thani (Catar), Rosen Plevneliev (Bulgária), Susilo Bambang Yudhoyono (Indonésia), Mikheil Saakashvili (Geórgia), Danilo Medina Sánchez (República Dominicana), François Hollande (França), Dalia Grybauskaitė (Lituânia), Porfirio Lobo Sosa (Honduras) e Hifikepunye Pohamba (Namíbia). Haverá um intervalo. O encontro continua ao longo da semana. Ao todo, mais de 120 presidentes, primeiros-ministros e monarcas reúnem-se durante a semana sob forte segurança na sede da ONU. O blog Radar Global faz cobertura ao vivo do evento, com comentários sobre os discursos e informações enviadas pelos jornalistas Gustavo Chacra, correspondente em Nova York, e Leonêncio Nossa, enviado especial à cidade.

Ban, no site da entidade, disse prever que a sessão ministerial será uma das mais movimentadas de todos os tempos. Entretanto, o ambiente do encontro deverá ser de frustração, causado por eventos como a guerra civil na Síria, o insucesso da proposta palestina e os protestos por conta do filme anti-Islã. No ano passado, a Primavera Árabe e a tentativa dos palestinos de conseguir adesão na ONU levaram esperança à Assembleia-Geral.

Com AP

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