A agonia paradisíaca de Hosni Mubarak
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A agonia paradisíaca de Hosni Mubarak

João Coscelli

18 de fevereiro de 2011 | 20h25

Sharm el-Sheikh, onde Mubarak curte o fim da vida.

Os últimos rumores sobre a saúde do ex-presidente do Egito Hosni Mubarak afirmavam que ele estava deprimido, mal de saúde e poderia até estar em coma. Segundo o canal americano ABC, porém, o ditador está bem, a ponto de curtir um café da manhã nas praias do paradisíaco balneário de Sharm el-Sheikh em seu país.

Se há algum indício sobre possíveis problemas de saúde com o ex-presidente, que renunciou no dia 11 de fevereiro após quase 30 anos no poder, é a presença de seu médico pessoal no balneário. Seus filhos, Gamal e Alaa, também o acompanham. A fonte das informações ainda se arriscou sobre a saúde de Mubarak: “Ele está bem”.

Durante a semana, após a queda de Mubarak, o embaixador do Egito nos EUA, Sameh Shoukry, disse que o ex-ditador “possivelmente estaria mal de saúde”. Um jornal saudita publicou uma reportagem dizendo que o egípcio adoecia cada vez mais, sofria de depressão e se recusava a receber tratamento. Ao que parece, tudo não passou de especulação.

Além de desfrutar das belas praias do balneário egípcio, Mubarak, de 82 anos, também goza de privilégios. A fonte disse que o acordo para que Mubarak renunciasse inclui garantias de que ele seria protegido pelo Exército e não sofreria perseguição.

Ao que parece, Mubarak passará o resto de sua vida curtindo o país onde nasceu, que comandou, e onde vai morrer, como disse anteriormente.

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