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A atual formação da Suprema Corte dos EUA

O presidente Donald Trump anuncia nesta terça-feira sua escolha para substituir Antonin Scalia, morto em 2016

Redação Internacional

31 Janeiro 2017 | 18h03

Juízes indicados por democratas:

Elena Kagan, 56 anos, Harvard:

É a juíza a menos tempo na Suprema Corte. Foi a última nomeação de Barack Obama, em 2010, antes de sua escolha para a vaga de Antonin Scalia, Merrick Garland, ser recusada pelo Senado.

Sonia Sotomayor, 62 anos, Yale:

Filha de porto-riquenhos, ela é a primeira mulher de origem latina a ser nomeada para a Suprema Corte. Desde sua aprovação no cargo, em 2009, se identifica com temas de direitos do réu e apelos pela reforma do sistema penal.

Stephen G. Breyer, 78 anos, Harvard:

Nomeado em 1994 por Bill Clinton, é considerado um dos mais liberais da atual formação da Suprema Corte. Em um livro escrito em 2005, defendeu que o Judiciário deveria tentar resolver as questões impostas a ele de forma a estimular a participação popular nas decisões do governo.

Ruth Bader Ginsburg, 83 anos, Columbia:

Desde que foi escolhida pelo presidente Bill Clinton precisou esperar 50 dias para ser aprovada no Senado. Em 1971, ajudou na construção do projeto dos Direitos das Mulheres da ACLU.

 

Juízes indicados por republicanos:

John G. Roberts Jr., 61 anos, Harvard:

Foi nomeado pelo presidente George W. Bush como o presidente da Suprema Corte. Em 2015 argumentou que nenhuma decisão poderia mudar o princípio fundamental do casamento: ser entre um homem e uma mulher.

Anthony M. Kennedy, 80 anos, Harvard:

Entre os oito é o que está há mais tempo na Suprema Corte, desde 1988, quando foi nomeado pelo presidente Ronald Reagan. Na votação sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo em 2015, Kennedy votou pela aprovação, junto com os juízes indicados pelos democratas. “Eles pedem pela dignidade da igualdade perante os olhos da lei. A Constituição lhes garante esse direito”.

Clarence Thomas, 68 anos, Yale:

Entre os oito juízes atuais foi o que demorou mais tempo para ser confirmado no cargo: 99 dias. Defendia a inconstitucionalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo, alegando que o ato ameaçava a liberdade religiosa.

Samuel A. Alito Jr., 66 anos, Yale:

Após a decisão de 2015 sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, Alito afirmou que se preocupada com a possibilidade de a opinião da maioria ser usada para atacar as crenças dos que não concordavam com o casamento gay.