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A controvérsia da jihad sexual na Tunísia

Redação Internacional

30 de setembro de 2013 | 21h02

A história correu o mundo na semana passada.  Mulheres tunisianas estariam migrando para a Síria, para travar uma espécie de “jihad sexual” contra o regime de Bashar Assad. O propósito dessas mulheres, conforme denunciou o ministro do Interior da Tunísia, Lofti Ben Jedou, seria manter relações sexuais com os rebeldes que combatem há mais de dois anos o regime de Bashar Assad.

“Elas mantêm relações com 20, 30, até 100 militantes e voltam grávidas”, disse o ministro, segundo o canal de TV russo Russian Today.

A história parece chocante, mas segundo a revista Foreign Policy não é nada crível. Desde então, o governo da Tunísia não ofereceu nenhuma prova crível de que a tal “jihad sexual” esteja realmente acontecendo.

“Tudo que eu ouvi são apenas alegações muito genéricas. Não há sequer uma verificação séria sobre essa denúncia”, disse à revista a ativista de direitos humanos tunisiana Amma Guellali. “Tudo que eu tenho são informações muito esparsas, muito genéricas.”

Em meio a um conflito onde a atuação da imprensa é restrita e somente versões de lado a lado do confronto são divulgadas, é difícil checar essas informações. Nas guerras, as primeiras vítimas são os fatos.