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A crise na Venezuela

Redação Internacional

08 de abril de 2014 | 18h34

(Atualizada dia 05/05) A cronologia dos protestos na Venezuela:

8 e 9 de fevereiro: Marchas de estudantes contra o governo de Nicolás Maduro e contra o “desastre” que sofre o país

12 de fevereiro: Três pessoas morrem durante as manifestações convocadas pelo líder opositor Leopoldo López. O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, culpa López pela violência e o governo emite um mandado de prisão contra o opositor

13 de fevereiro: Venezuelanos denunciam que governo estaria bloqueando imagens das manifestações publicadas no Twitter

14 de fevereiro: Estudantes marcham até a sede da OEA para pedir a libertação de manifestantes presos

16 de fevereiro: Maduro anuncia a expulsão de três diplomatas americanos de Caracas

18 de fevereiro: Leopoldo López participa de marcha que ele mesmo convocou e se entrega à polícia. Ao ser preso, o líder opositor pede que a manifestação continue de forma pacífica

19 de fevereiro: Morre a miss Turismo do Estado de Carabobo Génesis Carmona. Um dia antes ela foi ferida com um tiro na cabeça durante manifestações contra o governo

22 de fevereiro: Maduro ordena a prisão do general Ángel Vivas por ele treinar manifestantes que erguem barricadas.

24 de fevereiro: Presidente de El Salvador pede diálogo entre governo venezuelano e oposição para encerrar a crise

25 de fevereiro: Panamá pede reunião de chanceleres da OEA para analisar a crise venezuelana. EUA expulsam três diplomatas venezuelanos

1 de março: Presidente argentina critica as manifestações da oposição venezuelana

4 de março: Grupo liderado pela deputada María Corina Machado marcha em Caracas pedindo justiça para os mortos durante as manifestações

5 de março: Maduro anuncia que o governo rompeu relações com o Panamá

12 de março: Ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva envia carta ao presidente Maduro reforçando a necessidade de diálogo para encerrar a crise no país

13 de março: Maduro convoca reunião de emergência do gabinete presidencial e anuncia que vai adotar “medidas drásticas” contra os assassinos de manifestantes

21 de março: Chanceleres da Unasul decidem viajar para Caracas e mediar crise venezuelana

24 de março: Cabello anuncia a cassação de Corina por traição à pátria. Uma semana antes, Corina foi a Washington para denunciar à OEA violações aos direitos humanos por parte do governo de Maduro

29 de março: Venezuela admite excessos na repressão aos protestos, mas trata casos de violência como fatos isolados

1 de abril: Principal organização não governamental de direitos humanos da Venezuela diz que 59 casos de tortura e maus tratos foram registrados desde o início da crise. Segundo o Foro Penal, até a noite de 30 de março, 2.028 pessoas foram detidas, 39 morreram em confrontos entre forças de segurança e manifestantes e 559 ficaram feridas; 33 armas foram apreendidas

2 de abril: María Corina Machado vem ao Brasil, encontra senadores brasileiros, denuncia o governo de Maduro por violar os direitos humanos e pede fim de ‘indiferença’ de Dilma

8 de abril: Após mediação da Unasul, Maduro e representantes da frente oposicionista Mesa de Unidade Nacional (MUD) se encontram para uma reunião preparatória para o início do diálogo bilateral

11 de abril: Governo e oposição se reúnem pela primeira vez

20 de abril: Manifestantes aproveitam o feriado da Páscoa e queimam bonecos com o rosto de Maduro

29 de abril: Escassez de produtos prejudica trabalho em refeitórios para sem-teto

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