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A guerra no Afeganistão

Cristiano Dias

03 de dezembro de 2009 | 16h21

O presidente dos EUA, Barack Obama, fez um discurso na terça-feira para justificar o envio de mais 30 mil soldados para o front afegão. O conflito, que já custou US$ 170 bilhões e matou 1.000 americanos, é cada vez mais impopular. Mas a encrenca que Obama tenta consertar começou muito antes da ocupação do país ordenada por George W. Bush, em 2001.

A invasão do Afeganistão pela União Soviética, em 1979, marcou a pior fase do poderio americano na Guerra Fria. Coube ao governo do democrata Jimmy Carter assumir o ônus da crise política dos EUA, que sofreu, no mesmo ano, derrotas na Nicarágua (Revolução Sandinista) e no Irã (Revolução Islâmica).

A resposta do governo seguinte, do republicano Ronald Reagan, foi armar um grupo de guerrilheiros mujahedin para combater os soviéticos. Assim, pelas mãos americanas, o Taleban se criou. Ironicamente, a melhor testemunha desta história é a atuação de Sylvester Stallone, um herói americano amigo dos radicais islâmicos no filme Rambo III, de 1988.

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