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A semana em sete notícias

Paula Carvalho

23 de janeiro de 2010 | 07h00

Confira os assuntos que foram capa da editoria de Internacional do Estadão.

Domingo, 17 de janeiro – Centenas de haitianos formaram uma longa fila ontem no Estádio Silvio Cato, no centro de
Porto Príncipe, para receber doações de alimentos da organização não-governamental IMO. A entrega da ajuda humanitária ficou a cargo do Exército brasileiro, com a participação de militares americanos. Em meio aos temores de deterioração da situação no Haiti, a comunidade internacional concentra seus esforços em fazer chegar rapidamente os suprimentos doados por vários países aos sobreviventes do terremoto.

Segunda-feira, 18 de janeiro – Enquanto militares e representantes dos EUA e do Brasil tentam acertar a estratégia para a atuação no Haiti, as condições de segurança vão se deteriorando em Porto Príncipe. Com as prisões e instalações da polícia destruídas pelo terremoto, ampliaram-se os casos de saque e linchamentos e surgiram indícios de execuções sumárias. Corpos encontrados nas ruas traziam sinais de fuzilamento à queima-roupa.

Terça-feira, 19 de janeiro – A polícia haitiana e as forças da ONU perderam o controle sobre os saqueadores e criminosos em Porto Príncipe. O que antes eram dezenas de pessoas transformou-se em ondas de centenas, talvez milhares, arrancando dos escombros das lojas tudo o que podiam, enquanto gangues armadas voltaram a ocupar território na Cité Soleil e em outras favelas da capital.

Quarta-feira, 20 de janeiro – Numa cena carregada de simbolismo, cerca de 20 helicópteros Black Hawk aterrissaram ontem no gramado do palácio presidencial em Porto Príncipe, destruído pelo terremoto do dia 12, desembarcando soldados americanos, equipamento e caixas com garrafas de água e alimentos. A tomada do palácio reavivou lembranças da ocupação americana do Haiti (1915-34) e ao mesmo tempo esperanças de maior distribuição de alimentos e imposição da ordem na capital, assolada por saques. A expectativa foi reforçada pela decisão da ONU de enviar reforços de 3,5 mil militares e policiais.

Quinta-feira, 21 de janeiro – Depois de oito dias do terremoto de 7 graus na escala Richter que abalou o Haiti, outro tremor é registrado no país, levando pânico à capital Porto Príncipe. A réplica ocorreu pouco depois das 6 horas, atingindo 5,9 pontos na escala Richter. O tremor, que como o anterior durou alguns segundos, acabou de derrubar muitas das construções já semidestruídas.

Sexta-feira, 22 de janeiro – Diante das dificuldades de socorrer um país arrasado pelo terremoto do dia 12, o governo do Haiti prepara-se para dar início a uma megaoperação para levar 400 mil pessoas para o interior e criar “cidades improvisadas” – eufemismo para acampamentos de desabrigados.

Sábado, 23 de janeiro – Tropas brasileiras no Haiti deram uma resposta ao movimento militar dos EUA no país. O batalhão brasileiro montou uma megaoperação de distribuição de 10 toneladas de comida e 22 mil litros de água em frente ao Palácio Nacional pela manhã para abastecer mil haitianos. Num gesto simbólico de poder em Porto Príncipe, foram hasteadas duas bandeiras do Brasil diante do palácio.

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