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A semana em sete notícias

Redação Internacional

06 de fevereiro de 2010 | 07h00

Fique atualizado lendo o resumo semanal com as principais notícias que foram manchete na editoria de Internacional esta semana.

Domingo, 31 de janeiro – Acostumados com a distorção causada pelo ágio da cotação oficial do dólar (2,15 bolívares fortes por US$ 1) e do câmbio paralelo (em torno de 6 bolívares fortes por US$ 1), os venezuelanos acordaram no dia 9 sob um novo regime cambial. Três semanas após a mudança que criou duas cotações oficiais – 2,30 bolívares para produtos essenciais e 4,30 para os demais itens -, o governo de Hugo Chávez diz ainda não ter uma avaliação precisa do impacto da medida. Analistas ouvidos pelo Estado em Caracas, no entanto, não têm dúvida: a Venezuela deve registrar, em 2010, uma das maiores inflações do mundo.

Segunda-feira, 1 de fevereiro – O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou  a criação de um fundo de US$ 1 bilhão para combater a crise energética em seu país. Segundo Chávez, o fundo financiará 59 projetos de geração e distribuição de energia e 50 de operação e manutenção de usinas.

Terça-feira, 2 de fevereiro – O presidente Barack Obama apresentou sua proposta de orçamento de US$ 3,8 trilhões para 2011, tentando conciliar geração de empregos com a redução do colossal déficit americano. A proposta, que precisa ser aprovada pelo Congresso, prevê um déficit recorde de US$ 1,6 trilhão em 2010. Isso equivale a quase 11% do PIB, ou seja, três vezes mais do que o nível de déficit considerado sustentável por especialistas. No entanto, a proposta de Obama estima uma redução do déficit do orçamento para 4% do PIB até 2014. Para isso, ele pretende congelar gastos do governo por três anos, excluindo despesas com defesa e assistência médica.

Quarta-feira, 3 de fevereiro – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, planeja se encontrar com o líder espiritual do Tibete no exílio, o dalai-lama, apesar do alerta do governo chinês de que tal encontro pode afetar as relações entre os dois países, já estremecidas com a venda de armas americanas a Taiwan.

Quinta-feira, 4 de fevereiro – O diretor da agência iraniana de energia atômica, Ali Akbar Salehi, incluiu o Brasil entre os países que o governo do Irã aceitaria enviar urânio para ser enriquecido a 20% e, com isso, evitar suspeita sobre seu possível uso militar, conforme proposta feita pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU. Salehi disse que a preferência para enriquecer o urânio iraniano seria por um país da Ásia (possivelmente o Japão), mas citou a França e o Brasil como opções.

Sexta-feira, 5 de fevereiro – Polícia venezuelana reprime com gás lacrimogêneo e balas de borracha centenas de estudantes universitários que tentaram marchar até a Assembleia Nacional em Caracas, desrespeitando a decisão da prefeitura da capital, que havia proibido o protesto dos opositores. A manifestação ocorreu durante as comemorações dos 18 anos do fracassado golpe liderado pelo presidente Hugo Chávez contra o governo de Carlos Andrés Pérez e coincidiu com um duro discurso do líder venezuelano, que pediu união pela revolução.

Sábado, 6 de fevereiro – Irã manifesta sua confiança de que em breve alcançará um acordo final para o envio de seu urânio ao exterior em troca de combustível para um reator nuclear para uso medicinal. A informação foi divulgada pelo chanceler iraniano, Manouchehr Mottaki. “Pessoalmente acredito que criamos terreno para tal troca em um futuro não muito distante”, disse Mottaki. No entanto, ele destacou que dependerá do Irã determinar as quantidades de urânio que serão trocadas, com base em sua necessidade.

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