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A semana em sete notícias

Redação Internacional

13 de fevereiro de 2010 | 07h00

Abaixo você confere as principais notícias internacionais da semana.

Domingo, 7 de fevereiro – Os recentes confrontos entre EUA e China marcam uma mudança no relacionamento bilateral, que deverá ser mais conflituoso em razão da autoconfiança adquirida por Pequim depois da crise econômica mundial e da posição mais agressiva do presidente americano, Barack Obama, em relação a questões caras ao Partido Democrata, como a defesa dos direitos humanos e a pressão pela valorização do yuan.

Segunda-feira, 8 de fevereiro – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ordena que a agência nuclear iraniana comece a produzir urânio altamente enriquecido para servir, supostamente, a fins medicinais. O anúncio irritou a comunidade internacional, pois contraria sinais emitidos pelo próprio Ahmadinejad. Na quinta-feira, o líder iraniano disse que concordava com o envio de parte de seu material radioativo para ser enriquecido no exterior, uma exigência das potências ocidentais para afastar o risco de o país produzir armas nucleares.

Terça-feira, 9 de fevereiro – Diplomatas europeus reclamam, nos bastidores, que a posição brasileira tem dificultado a imposição de novas sanções ao Irã pelo Conselho de Segurança (CS) da ONU. A informação foi divulgada pelo jornal francês Le Monde em sua edição de segunda-feira. Segundo a França, é necessária uma atuação em bloco dos membros do CS para que uma resolução seja aprovada. Só a unanimidade colocaria pressão sobre a China, membro permanente e com poder de veto, que não está disposta a apoiar novas sanções.

Quarta-feira, 10 de fevereiro – Ciente das dificuldades de um acordo entre o Irã e o Ocidente, o chanceler Celso Amorim diz que novas sanções contra Teerã não trarão os resultados pretendidos e produzirão sofrimento aos pobres do país. Amorim demonstrou sua insatisfação com o fato de a questão ser avaliada com base nas impressões de um dos lados da disputa – o Ocidente – no mesmo dia em que o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que seu governo prepara um “pacote de sanções” contra Teerã.

Quinta-feira, 11 de fevereiro – Governo americano aperta ainda mais o cerco ao Irã, ao anunciar novas sanções unilaterais contra a Guarda Revolucionária – braço armado do regime que, segundo analistas, controla os programas nuclear e balístico de Teerã. O Departamento do Tesouro dos EUA congelou todos os ativos em território americano de Rostam Qasemi, um dos comandantes da unidade iraniana, e de quatro subsidiárias de uma empresa de construção que ele administra.

Sexta-feira, 12 de fevereiro – O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, intensifica a tensão com o Ocidente ao declarar a uma multidão de partidários que o país agora é um “Estado nuclear” com a capacidade de enriquecer urânio a 80%. As declarações do líder iraniano foram feitas num dia de muito simbolismo para os iranianos, que comemoraram os 31 anos da Revolução Islâmica, de 1979.

Sábado, 13 de fevereiro – Brasil e China reafirmam a posição contrária à aplicação de sanções adicionais ao Irã e concluem que ainda há espaço para a continuidade de negociações diplomáticas sobre o programa nuclear de Teerã.
O assunto foi discutido em Pequim durante reunião entre o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, e o ministro de Relações Exteriores da China, Yang Jiechi. O brasileiro esteve na capital chinesa nos últimos dois dias para discutir o relacionamento bilateral e a agenda da visita que o presidente Hu Jintao fará a Brasília, em 15 e 16 de abril.

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