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A semana em sete notícias

Paula Carvalho

20 de fevereiro de 2010 | 07h00

Confira abaixo as notícias mais importantes da semana publicadas na editoria de Internacional do jornal O Estado de S. Paulo.

Domingo, 14 de fevereiro – Americanos e europeus têm tentado estrangular o Irã com uma arma comum na diplomacia, o isolamento. Em resposta, Teerã faz de tudo para escapar da arapuca. Em novembro, ao visitar Brasil, Venezuela e Bolívia, o presidente Mahmoud Ahmadinejad deixou claro o esforço para romper o cerco. Uma análise da política externa iraniana, porém, indica que a América Latina não é seu único alvo e mostra que o país tem conseguido garimpar aliados.

Segunda-feira, 15 de fevereiro – Doze civis afegãos morreram quando dois foguetes disparados contra insurgentes do Taleban erraram o alvo e atingiram uma casa, no segundo dia da ofensiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra o grupo radical islâmico.

Terça-feira, 16 de fevereiro – O debate em torno da influência da Guarda Revolucionária do Irã sobre o governo do país volta a esquentar, quando a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, subiu o tom afirmando que o regime iraniano caminha para uma “ditadura militar” e merece ser alvo de novas sanções da ONU. Enquanto isso, em Madri, o chanceler brasileiro, Celso Amorim,  voltou a expressar a disposição do Itamaraty de “favorecer” o diálogo entre Teerã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), rejeitando a aplicação de novas sanções.

Quarta-feira, 17 de fevereiro – Rússia dá o mais significativo sinal de que apoia a pressão por novas sanções contra o Irã, ao assinar com EUA e França uma carta que qualifica o avanço nuclear iraniano de “totalmente injustificado”. Endereçado à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o documento vazou à imprensa e foi prontamente rebatido pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad. Países que impuserem sanções ao Irã “sofrerão retaliações e se arrependerão”, prometeu o iraniano.

Quinta-feira, 18 de fevereiro – Kremlin anuncia a suspensão temporária da entrega de mísseis terra-ar S-300 ao Irã, venda que aumentaria a capacidade iraniana de defesa contra ataques aéreos e havia sido duramente criticada por Israel, EUA, Grã-Bretanha, França e Alemanha. A decisão foi tomada em meio a sinais crescentes de que a Rússia apoiará novas medidas contra o programa nuclear iraniano e um dia após o primeiro-ministro israelense, Binyamin “Bibi” Netanyahu, visitar Moscou.

Sexta-feira, 19 de fevereiro – A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) avalia que o Irã está desenvolvendo uma carga nuclear que pode ser usada em mísseis. A informação veio à tona ontem, após mais um relatório da agência da ONU para questões nucleares vazar à imprensa. Se confirmada, a acusação prova que o programa nuclear iraniano tem fins militares, diferentemente do que assegura Teerã.

Sábado, 20 de fevereiro – A resposta ao relatório vazado da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que reforça suspeitas de que o Irã está buscando armas nucleares, veio do número 1 da República Islâmica. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, declarou que “as acusações do Ocidente não têm fundamento”, pois o Islã proíbe “o uso desse tipo de armamento”. O anúncio foi feito no deck do primeiro destroier de fabricação iraniana capaz de lançar mísseis teleguiados. Khamenei está hierarquicamente acima do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e tem a palavra final sobre assuntos de segurança nacional. “Não acreditamos na bomba atômica e não vamos buscá-la”, garantiu.

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