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A semana em sete notícias

Redação Internacional

20 de março de 2010 | 07h00

Leia abaixo as principais notícias internacionais da semana.

Domingo, 14 de março – Com uma oferta de mediação brasileira apresentada em 2003 e ressuscitada agora no fim do mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia uma visita oficial a Israel e aos territórios palestinos em um momento especialmente delicado para as negociações de paz, que os Estados Unidos desejam mediar. Ao desembarcar em Tel-Aviv, Lula chegará com uma bagagem potencialmente explosiva: sua insistência em levar mais interlocutores para esse difícil diálogo, entre os quais o Brasil, e em interferir nas discussões internas entre a Autoridade Palestina (AP) e os radicais do Hamas.

Segunda-feira, 15 de março – O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, insinuou que a posição “cética e dura” dos Estados Unidos em relação a Israel pode resultar na inclusão de outros mediadores, entre os quais o Brasil, nas negociações de paz com a Autoridade Palestina (AP). Garcia também reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrará dos líderes palestinos, em Belém, coesão interna para evitar o fracasso de um eventual acordo de paz com Israel.

Terça-feira, 16 de março – Partidos de oposição e situação de Israel uniram-se ontem para criticar a aproximação do Brasil com o Irã e fazer um apelo para que o governo brasileiro apoie as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra Teerã. O consenso das frentes políticas israelenses foi exposto diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se mostrou preparado para absorver o golpe desferido em sessão especial do Parlamento de Israel (Knesset).

Quarta-feira, 17 de março – A crise entre EUA e Israel agravou-se ainda mais depois que o enviado especial americano, George Mitchell, cancelou a viagem que faria à região até que Israel volte atrás na decisão de construir novas casas em Jerusalém Oriental. O momento de tensão, que coincide com novos conflitos em Jerusalém Oriental, ofuscou a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à região.

Quinta-feira, 18 de março – A turbulência na relação EUA Israel iniciou uma intensa movimentação de bastidores na diplomacia e no Congresso americano. O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, insistiu que a expansão de construções em Jerusalém Oriental não será revogada, como queriam os EUA, e organizações americanas pró-Israel lançaram uma ofensiva entre congressistas. De Ramallah, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a tensão Israel- EUA é o “impossível” e pode ser a “chave” para a paz.

Sexta-feira, 19 de março – Tentando novamente estabelecer canais de diálogo com a Síria e o Irã sobre a paz no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, inesperadamente, que o chanceler Celso Amorim embarcasse para Damasco. Presidente israelense, Shimon Peres, havia pedido ao Brasil para fazer avançar as negociações com a Síria.

Sábado, 20 de março – Israel tornou-se alvo de críticas extraordinariamente duras por parte do Quarteto, como é conhecido o grupo mediador formado por EUA, Rússia, União Europeia e ONU que busca fazer avançar o processo de paz. Em comunicado após um encontro em Moscou, o Quarteto “condenou o anúncio unilateral” israelense de erigir 1.600 casas em Jerusalém Oriental e não desconsideraram “medidas adicionais” contra Israel.

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