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A semana em sete notícias

Marcelo de Moraes

05 de dezembro de 2009 | 16h06

Domingo, 29 de novembro – Honduras vai às urnas para pôr fim a cinco meses de crise. Pesquisas de boca-de-urna dão vitória a Porfirio “Pepe” Lobo, com 55% dos votos. Reconhecimento do resultado divide os 34 países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) e presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera o coro dos Estados que rechaçam a transição. Uruguai realiza o segundo turno das eleições presidenciais e o ex-guerrilheiro tupamaro José “Pepe” Mujica, de esquerda, lidera as intenções de voto.

Segunda-feira, 30 de novembro – De acordo com as pesquisas de boca-de-urna, Porfírio “Pepe” Lobo, candidato do partido do governo de facto, vence as eleições presidenciais em Honduras. Antes mesmo de saber o resultado da votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil não reconhecerá o presidente eleito. Para Lula, trata-se de “firmar posição contra um processo eleitoral coordenado por golpistas”. No Uruguai, “Pepe” Mujica foi eleito. Sua coalizão de esquerda, a Frente Ampla, derrotou o conservador Partido Nacional (Blanco), do ex-presidente Luis Alberto Lacalle, no segundo turno das eleições uruguaias.

Terça-feira, 1 de dezembro – Após Porfírio “Pepe” Lobo ser declarado o novo presidente eleito de Honduras, a grande dúvida era se a votação de domingo passaria no teste da comunidade internacional, que há semanas está dividida sobre seu reconhecimento. Países como os EUA, a Colômbia e Peru, que já estavam dispostos a reconhecer a votação, se mostraram satisfeitos com as condições nas quais ela ocorreu. Até o governo brasileiro parece ter dado sinais de conformismo. Até o governo brasileiro parece ter dado sinais de conformismo. Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral, 61% dos hondurenhos votaram – índice considerado alto para o país, onde o voto não é obrigatório. Em 2005, por exemplo, o comparecimento foi de 55%.

Quarta-feira, 2 de dezembro – O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou que enviará mais 30 mil soldados para o Afeganistão a partir do início de 2010. Ele prometeu que essas tropas começam a voltar para casa em julho de 2011 – antes das próximas eleições presidenciais, em 2012 -, mas não fixou uma data para a retirada total do país.  Com o envio dos soldados, os EUA terão cerca de 100 mil homens lutando contra a rede terrorista Al-Qaeda e o Taleban no Afeganistão em um conflito que já dura oito anos. A decisão ocorre após mais de três meses de discussões com as principais autoridades da área de segurança de seu governo.

Quinta-feira, 3 de dezembro – A estratégia para o Afeganistão do presidente dos EUA, Barack Obama, anunciada na  terça-feira, foi duramente questionada por senadores republicanos, que não gostaram da determinação de um prazo de 18 meses para o início da retirada. O principal crítico da proposta de Obama foi John McCain, que foi derrotado na corrida presidencial do ano passado.

Sexta-feira, 4 de dezembro – O programa nuclear do Irã foi motivo de uma divergência pública, em Berlim, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Enquanto a europeia afirmou que a paciência do chamado “sexteto” – Alemanha, França, Grã-Bretanha, EUA, China e Rússia – está acabando, e indicou que sanções contra o governo de Mahmoud Ahmadinejad podem vir a ser adotadas, o brasileiro pediu diálogo e mais confiança no país persa.´

Sábado, 5 de dezembro – Evo de nuevo. Por onde se ande em La Paz ou nas estradas que rodeiam a cidade boliviana, lá está a frase estampada em cartazes, outdoors e pichações. Algo normal em campanhas eleitorais. A diferença, neste caso, é que não há propaganda de outros candidatos. Quem passa pela cidade tem a sensação de que Evo Morales é candidato único nas eleições presidenciais de domingo – na qual é franco favorito, com 55% das intenções de voto, de acordo com as últimas pesquisas.

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