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A semana em sete notícias

Redação Internacional

12 de junho de 2010 | 11h00

Leia as principais notícias internacionais da semana:

Domingo, 6 de junho – A base das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desarticulada em Manaus no mês passado é apenas uma pequena ponta da extensa rede que a guerrilha tem mantido no Brasil para vender drogas e abastecer-se de todo o tipo de insumos e produtos – incluindo armamentos, trocados por cocaína com traficantes de São Paulo e Rio. Poucos meses depois de deixar a guerrilha, um ex-comandante falou ao Estado em condição de anonimato e confirmou que as Farc atuam no Brasil desde os anos 90. Na última década, a guerrilha tem expandido suas operações no País. As informações foram confirmadas por fontes da inteligência colombiana.

Segunda-feira, 7 de junho – Israel rejeitou a proposta da ONU de formar uma comissão internacional para investigar a morte em águas internacionais de nove ativistas pró-palestinos da frota que, há uma semana, tentou furar o bloqueio à Faixa de Gaza. A Turquia, de onde eram as vítimas, condenou duramente a decisão israelense e disse que a rejeição equivale a uma admissão de culpa.

Terça-feira, 8 de junho – Brasil e Turquia fracassaram em suas iniciativas de prolongar as negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano, antes que sejam votadas novas sanções contra o Irã no Conselho de Segurança da ONU. Os representantes de Estados Unidos e México, país que passou a ocupar a presidência do órgão, afirmaram que a votação será realizada ainda nesta semana.

Quarta-feira, 9 de junho – Após mais de seis meses de discussões diplomáticas, o Conselho de Segurança da ONU votará a quarta rodada de sanções contra o Irã. A expectativa é a de que, dos 15 membros do órgão, apenas Brasil, Turquia e Líbano não apoiem o texto.

Quinta-feira, 10 de junho – O Brasil votou contra a quarta rodada de sanções ao Irã aprovada no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Apenas a Turquia adotou posição igual à dos brasileiros, enquanto o Líbano se absteve. Os outros 12 países, incluindo os cinco membros permanentes do Conselho, votaram em favor da Resolução 1.929, que busca frear o programa nuclear iraniano. De acordo com a nova resolução, haverá mais restrições às atividades militares e financeiras do que nas três anteriores. Seguirá o embargo de venda de armas ao país e haverá mais rigor na inspeção de navios que utilizem portos iranianos – num esforço para que Teerã não receba insumos que possam ser usados em seu programa atômico. Um dos anexos do documento lista 40 entidades suspeitas de financiar atividades nucleares do Irã que terão os bens congelados, 15 das quais controladas pela Guarda Revolucionária.

Sexta-feira, 11 de junho – Um dia depois de ser alvo de uma quarta rodada de sanções no Conselho de Segurança da ONU, o Irã manteve o tom de desafio iniciado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad no dia da votação. Segundo autoridades do regime de Teerã, os iranianos reverão suas relações com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). “Os parlamentares devem aprovar leis para reduzir” as relações do Irã com a AIEA, disse Alaeddin Boroujerdi, diretor de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano. Em Viena, o enviado do Irã ao organismo, Ali Asghar Soltanieh, disse que “nada mudará”. “O Irã seguirá suas atividades de enriquecimento de urânio”.”

Sábado, 12 de junho – Depois de declarar que as sanções aprovadas na ONU não alteravam os acordos militares firmados com o Irã, a Rússia mudou de opinião e afirmou que as punições aprovadas esta semana impedem que o país venda seus mísseis terra-ar S-300 a Teerã. O acordo de venda havia sido fechado antes da aprovação das sanções. Usados para fins militares, os S-300 são capazes de atingir aviões e outros modelos de mísseis. Moscou insistia no seu direito de entregar o equipamento, apesar da forte oposição dos EUA e Israel.

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