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A semana em sete notícias

Redação Internacional

10 de julho de 2010 | 13h00

Leia abaixo as principais notícias da semana.

Domingo, 4 de julho – Uma semana ininterrupta de intenso derramamento de sangue marcou as cruciais eleições regionais mexicanas, nas quais serão eleitos governadores de 12 dos 31 Estados, além de centenas de prefeitos e autoridades locais. Sem conseguir aplacar a violência do narcotráfico, o Partido Ação Nacional (PAN), do presidente Felipe Calderón, deve perder espaço para o rival Partido Revolucionário Institucional (PRI). Mas, mais do que o resultado das urnas, os mexicanos esperam que a gigantesca operação de segurança montada pelo Exército e a polícia dê resultado e a eleição não se converta em um novo cenário de chacinas, assassinatos políticos e tiroteios entre cartéis rivais.

Segunda-feira, 5 de julho – O Partido Revolucionário Institucional (PRI), o principal de oposição no México, teria eleito os governadores de ao menos 9 Estados nas eleições regionais de domingo, segundo pesquisas de boca de urna, divulgadas pela rede Televisa. As eleições – nas quais foram escolhidos 12 governadores e quase 2 mil prefeitos e deputados estaduais – são consideradas o maior desafio político para o presidente mexicano, Felipe Calderón, desde que assumiu o cargo, em 2006.

Terça-feira, 6 de julho – O presidente dos EUA, Barack Obama, terá em Washington seu quinto encontro, desde que tomou posse, com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin “Bibi” Netanyahu. Desta vez, porém, o governo americano promete dar um passo a mais. A Casa Branca já adiantou que pressionará Israel a retornar à mesa de negociações com a Autoridade Palestina (AP), superando o “diálogo indireto” que vigora desde a eleição de Obama.

Quarta-feira, 7 de julho – O juiz boliviano Luis Alberto Tapia Pachi, de 53 anos, que investigou o caso de um suposto complô para matar o presidente Evo Morales, em abril de 2009, pediu asilo político em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, aonde chegara na véspera. Ele alega perseguição política por parte do governo de Evo, diz ter sofrido ameaça de morte e tem ordem de prisão decretada a pedido do Ministério Público do país. “Se for preso, ficarei na mesma prisão de bandidos que condenei”, declarou ao Estado. Hospedado em local não revelado, Tapia afirmou que também tentará trazer ao Brasil o filho de 14 anos e a mulher, Érika Oroza Pachi, advogada, jornalista e integrante da Força Bolívia Nacionalista (FBN), partido de oposição do país.

Quinta-feira, 8 de julho – O governo cubano libertará 52 presos políticos, anunciou o Arcebispado de Havana. A medida, divulgada durante uma visita à ilha do chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, é resultado da pressão internacional sobre Cuba. Um comunicado da Igreja Católica cubana informou que os presos também poderão sair do país – os cinco primeiros devem viajar para a Espanha com suas famílias.

Sexta-feira, 9 de julho – A Igreja Católica cubana divulgou a lista dos 5 presos políticos que seriam soltos imediatamente, precedendo a libertação de outros 47 prisioneiros de consciência, de acordo com o compromisso assumido na quarta-feira pelo líder Raúl Castro com o cardeal de Havana, Jaime Ortega, e o chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos. Horas antes, o jornalista dissidente Guillermo Fariñas anunciou o fim de sua greve de fome de mais de quatro meses para pedir a libertação de 25 presos políticos que estão doentes. Há 134 dias sem comer, Fariñas está num hospital onde recebe nutrição por sonda.

Sábado, 10 de julho – Após um acordo sigiloso, os EUA e a Rússia realizaram ontem em Viena a maior troca em 25 anos de espiões presos. Foram libertados dez agentes secretos de Moscou e quatro de Washington em uma cena comparável aos tempos da Guerra Fria. Os aviões levando os prisioneiros aterrissaram na capital austríaca e a troca ocorreu na própria pista do aeroporto. Em seguida, a aeronave que levava os agentes a serviço da Rússia seguiu para Moscou. Os acusados de espionar para os americanos – todos russos – partiram para uma base dos EUA na Grã-Bretanha. À noite, chegaram a Washington.

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