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A semana em sete notícias

Redação Internacional

17 de julho de 2010 | 13h00

Veja abaixo o que foi notícia na semana que passou.

Domingo, 11 de julho – Assediado pelas medidas do governo argentino, o Grupo Clarín, maior holding de mídia do país, viu o valor de suas ações reduzir-se drasticamente nos últimos anos. Em 2007, após a eleição de Cristina Kirchner, as ações chegaram a valer 32,10 pesos. Dois anos depois, em 2009, quando o jornal Clarín adotou uma posição mais crítica em relação a Cristina, a cotação despencou para 5,55 pesos por ação. Hoje, oscila em torno dos 12 pesos por ação. Uma draconiana Lei de Mídia – aprovada pelo Congresso em outubro, mas ainda suspensa por força de liminares judiciais – foi impulsionada pelo governo e converteu-se na principal ferramenta para tentar inviabilizar o Grupo Clarín como negócio.

Segunda-feira, 12 de julho – Os 17 presos políticos que Cuba prometeu libertar “proximamente” devem começar a emigrar para a Espanha com suas famílias, de acordo com fontes da chancelaria espanhola. No domingo, eles continuavam a ser transferidos de cadeias do interior da ilha para Havana. Pelo menos dez dissidentes que devem ser soltos foram encaminhados para a clínica da prisão Combinado del Este, na capital, onde passaram por exames médicos e colocaram em dia a documentação para a viagem.

Terça-feira, 13 de julho – Sete presos políticos cubanos foram libertados e partiram com suas famílias para a Espanha. O opositor Omar Ruiz disse por telefone à agência Associated Press que ele e seus companheiros foram levados ao aeroporto de Havana, onde se encontraram com os parentes em uma sala privada. “Estamos neste momento caminhando para o avião. Nos trouxeram pela parte de trás do aeroporto”, afirmou Ruiz, depois de se encontrar com sua mulher, Bárbara Rojo. Além de Ruiz, foram libertados Pablo Pacheco, Antonio Villarreal, Julio César Gálvez, José Luis García Paneque, Léster González e Ricardo González.

Quarta-feira, 14 de julho – A Espanha recebeu os primeiros sete dissidentes políticos de Cuba libertados após o acordo firmado entre o governo de Raúl Castro, a Igreja Católica e o governo espanhol. Em seus primeiros pronunciamentos após a chegada em Madri, os prisioneiros, membros do chamado Grupo dos 75, encarcerados na Primavera Negra de 2003, anunciaram a intenção de lutar no exterior pela democracia na ilha. “Cuba merece a democracia”, afirmou o jornalista Ricardo González Alfonso.

Quinta-feira, 15 de julho – Após o acordo para a libertação gradual de 52 dissidentes nos próximos quatro meses, a ONU exigiu a libertação de todos os presos políticos de Cuba. A alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Navy Pilay, fez um apelo ao regime cubano para que revise a situação dos outros 115 detidos por motivação política na ilha. O temor dos grupos de dissidentes na ilha, porém, é o de que a intensificação da militância dos presos recém-libertados e exilados na Espanha leve o regime de Raúl Castro a um novo endurecimento – prejudicando os esforços por mais libertações.

Sexta-feira, 16 de julho – Um duplo atentado contra a Grande Mesquita da cidade de Zahedan, no sudeste do Irã, matou pelo menos 21 pessoas – incluindo soldados da Guarda Revolucionária, o braço armado do regime dos aiatolás. Ocorridas pela manhã, quando a mesquita xiita estava lotada, as explosões feriram mais de cem fiéis, segundo a imprensa iraniana. A organização radical sunita Jundallah (soldados de Deus) enviou um e-mail para a rede de TV Al-Arabiya, de Dubai, reivindicando a autoria do duplo atentado.

Sábado, 17 de julho – A Venezuela chamou para consultas seu embaixador em Bogotá, Gustavo Márquez, por causa da denúncia feita pelo país vizinho de que líderes rebeldes colombianos estariam vivendo em território venezuelano. O presidente Hugo Chávez também apresentou uma nota de protesto à missão colombiana em Caracas e o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reuniu-se com a cúpula militar de seu país para analisar a situação. Em pronunciamento em rede nacional, Chávez qualificou Uribe de “mafioso” e o acusou de tentar minar os esforços do presidente eleito, Juan Manuel Santos (que assumirá em agosto), para melhorar as relações entre os dois países. Em resposta, o governo colombiano pediu a convocação de uma reunião extraordinária da OEA para analisar a presença de “terroristas” colombianos na Venezuela.

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