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A semana em sete notícias

Redação Internacional

24 de julho de 2010 | 13h00

Leia abaixo os destaques do noticiário internacional:

Domingo, 18 de julho – Poucas horas depois de Iker Casillas levantar a taça de campeão do mundo, há exatos sete dias em Johannesburgo, o governo sul-africano ordenava que tropas ocupassem algumas das regiões mais miseráveis da cidade para frear uma tensão latente de ataques xenófobos contra imigrantes estrangeiros. No dia seguinte, funcionários de empresas de energia confirmavam a intenção de entrar em greve. Passada a euforia, milhões de cidadãos continuavam desempregados e a África do Sul voltava à sua dura realidade. Depois que o circo da Copa do Mundo deixou o país, ficaram a pobreza, a aids, a violência, a desigualdade social e, principalmente, uma divisão profunda entre os líderes sobre qual deve ser o projeto de país para a África do Sul.

Segunda-feira, 19 de julho – Um ataque suicida matou 45 integrantes de uma milícia sunita treinada pelos EUA para combater a Al-Qaeda no Iraque. O atentado, o maior em dois meses, ocorreu a 25 quilômetros de Bagdá, na base militar de Radwaniya, onde os chamados Filhos do Iraque faziam fila para receber salários atrasados, em meio a uma crise institucional. “Havia umas 85 pessoas em três filas na frente do portão principal da base, quando um homem se aproximou. Um dos soldados tentou pará-lo e ele detonou a bomba”, disse um dos sobreviventes, Tayseer Mehsen, de 20 anos, atendido no hospital Mahmoudiyah, para onde foram levados os feridos.

Terça-feira, 20 de julho – Ex-presos políticos cubanos, soltos como parte de um acordo entre a Igreja, Espanha e Cuba, divulgaram um comunicado, em Madri, no qual pedem que a União Europeia (UE) não flexibilize sua posição a respeito do regime dos Castros. Um dos libertados, Julio César Gálvez, disse se sentir “enganado” pelo governo espanhol e reclamou da falta de assistência. As queixas e o comunicado complicam os esforços da Espanha para que a UE reveja a política de posição comum para Cuba, que desde 1996 condiciona a aproximação com a ilha à abertura e mudanças no regime comunista. Madri defende que a aproximação incondicional é a melhor forma de obter reformas em Cuba e pretendia usar as libertações como uma prova de que a ilha está disposta a mudar.

Quarta-feira, 21 de julho – Cuba está disposta a libertar mais presos políticos do que os 52 anunciados há uma semana. A garantia foi dada, em Genebra, pelo presidente da Assembleia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón, um dos principais nomes da diplomacia cubana, após reuniões com funcionários da ONU. Alarcón impôs, porém, duas condições: os presos não podem ter cometido “crimes de sangue” e a Igreja Católica é quem tem de solicitar suas libertações. Há dois dias, ele já havia prometido que todos os 52 presos políticos seriam soltos. Mas, em entrevista ao Estado, ele fez questão de dizer que as pessoas recentemente libertadas não eram “dissidentes”, mas “criminosos”.

Quinta-feira, 22 de julho – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mudou sua estratégia para submeter a imprensa do país. Da pressão pessoal – por meio de assédio fiscal e legal – sobre proprietários de empresas de comunicação e ameaças de cassar concessões de emissoras de rádio e TV, o regime chavista busca agora uma nova abordagem, com a qual tenta obter o controle acionário dos grupos de mídia que são críticos a seu governo.

Sexta-feira, 23 de julho – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia e determinou “alerta máximo” na fronteira. O anúncio foi feito pouco após o representante colombiano na Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Alfonso Hoyos, acusar Caracas de esconder guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em seu território.

Sábado, 24 de julho – Governo colombiano disse que estuda enviar o caso da presença de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano ao Tribunal Penal Internacional (TPI). A Corte, com sede em Haia, julga casos contra indivíduos acusados de crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio. Segundo o procurador-geral da Colômbia, Guillermo Mendoza, o objeto da ação seriam “autoridades venezuelanas” coniventes com os guerrilheiros, incluindo o próprio presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O anúncio foi feito na noite de quinta-feira feito por Mendoza após reunião com o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

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