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A semana em sete notícias

Redação Internacional

31 de julho de 2010 | 07h00

Confira as principais notícias internacionais publicadas no Estado durante a semana que passou.

Domingo, 25 de julho – O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, já sabia que melhorar as relações com Caracas seria uma tarefa árdua quando fez dessa uma de suas promessas de campanha. O desafio multiplicou-se, porém, após Hugo Chávez romper relações diplomáticas com Bogotá, na quinta-feira, em resposta a uma denúncia feita na Organização dos Estados Americanos (OEA) pelo atual presidente colombiano, Álvaro Uribe. O incidente fez crescer na Colômbia a impressão de que há fissuras na relação entre Santos e Uribe. Ou ao menos importantes diferenças e incompatibilidades no estilo de ambos, apesar de Santos, ex-ministro da Defesa, ser visto como herdeiro político do atual presidente.

Segunda-feira, 26 de julho – O presidente Hugo Chávez ameaçou cortar o fornecimento de petróleo venezuelano para os EUA caso a Colômbia ataque a Venezuela. A ameaça é consequência da tensão crescente que levou ao rompimento das relações diplomáticas entre os dois vizinhos, na quinta-feira, e mais uma resposta de Chávez às acusações feitas por Bogotá de que Caracas esconde guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Terça-feira, 27 de julho – Constrangidos e irritados, assessores da Casa Branca tentavam conter os danos políticos e militares causados pelo vazamento, no domingo, de 92 mil documentos militares secretos sobre a guerra no Afeganistão, reunidos pelo site WikiLeaks. O Departamento de Defesa qualificou a divulgação de “ato criminoso” e disse que estava lançando uma “caçada” para encontrar o responsável pelo vazamento.

Quarta-feira, 28 de julho – Dois dias depois do vazamento de 92 mil documentos militares secretos sobre a guerra no Afeganistão, o presidente dos EUA, Barack Obama, declarou que o material “não revelou nada que não tenha sido antes informado ou publicamente debatido”. Numa tentativa de mudar o eixo das discussões, Obama insistiu que a estratégia americana não vai mudar e pressionou os líderes do Congresso a aprovarem a suplementação de verba de US$ 37 bilhões para as tropas americanas no Afeganistão e no Iraque.

Quinta-feira, 29 de julho – Os EUA deram o primeiro sinal de que podem voltar a negociar com o Irã um acordo de troca de urânio enriquecido a 3,5% por combustível nuclear. O porta-voz do Departamento de Estado, Phillip J. Crowley, afirmou que uma reunião será agendada nas próximas semanas entre o Irã e o P5+1 (EUA, Grã-Bretanha, França, China, Rússia e Alemanha) para retomar as conversas com base no acordo de outubro de 2009. A resposta do Irã não foi direta. Coube ao chanceler da Turquia, Ahmet Davutoglu, informar que Teerã se dispõe a parar com o processo de enriquecimento de urânio a 20%, nível necessário para a fabricação de combustível nuclear para reatores de pesquisa, se um acordo definitivo for fechado.

Sexta-feira, 30 de julho – Por meio de uma nota oficial de sua presidência, o colombiano Álvaro Uribe criticou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, por ter tratado a crise entre Bogotá e Caracas como “um caso de assunto pessoal”. No comunicado, um meio pouco comum para a comunicação entre os dois países, Uribe diz que “deplora” a visão de Lula sobre o caso. “O presidente da Colômbia deplora que o presidente Lula, com quem temos cultivado as melhores relações, refira-se à nossa situação com a Venezuela como se fosse um caso de tema pessoal”, afirma a nota. Segundo o texto, Lula mostra, com suas declarações, que ignora “a ameaça que representa para a Colômbia e o continente a presença dos terroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na Venezuela”.

Sábado, 31 de julho -O líder máximo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Guillermo León Sáenz, conhecido como “Alfonso Cano”, pede o diálogo ao presidente eleito Juan Manuel Santos, que assumirá o poder no dia 7. “O que estamos propondo de novo é que conversemos. Seguimos empenhados em buscar saídas políticas. Queremos que o governo reflita e não engane mais o país ”, afirmou Cano, em um vídeo de 36 minutos gravado neste mês e difundido pela TV árabe Al-Jazira.

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