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A semana em sete notícias

Redação Internacional

21 de agosto de 2010 | 15h00

Leia abaixo as principais notícias internacionais da semana.

Domingo, 15 de agosto – A China cresceu invejáveis 9,1% em 2009, quando o mundo desenvolvido agonizava na mais grave crise das últimas sete décadas. Ainda assim, milhares de chineses preferem deixar seu país e se mudar para os EUA, Canadá, Austrália, Europa e regiões vizinhas da Ásia. Engrossam a que é considerada a mais recente onda migratória da história da China. Os que lideram o movimento atual não são pessoas desesperadas fugindo da miséria ou do caos político. Integram a nova elite do país, que se muda em busca de melhor educação para os filhos, segurança econômica, ar puro e mais liberdade. “Aqui eu nunca sei se as coisas são verdadeiras ou falsas”, diz Liu Leng, engenheira de software que se inscreveu no programa canadense de imigração de profissionais especializados. Liu não se refere apenas aos clássicos relógios, DVDs e bolsas piratas. Fala de coisas essenciais, como remédios e alimentos. “Quando há problemas, não temos para quem reclamar, a Justiça é inoperante.”

Segunda-feira, 16 de agosto – Inicialmente, o ataque aéreo de 25 de maio contra suspeitos de integrar a Al-Qaeda no deserto da Província de Marib, no Iêmen, soou como uma modesta vitória na campanha contra os terroristas. Mas o ataque também matou o vice-governador da província – um respeitado líder local que estava tentando convencer os membros da Al-Qaeda a cessar sua luta. O presidente Ali Abdullah Saleh admitiu a culpa pela morte. No entanto, o ataque não foi obra da decrépita força aérea de Saleh. Foi o resultado de uma missão secreta do Exército dos EUA – a quarta contra a Al-Qaeda no deserto do Iêmen desde dezembro –, segundo funcionários americanos.

Terça-feira, 17 de agosto – A estratégia para a guerra no Afeganistão acendeu no fim de semana uma inesperada divergência no alto comando dos Estados Unidos sobre o plano de retirada das tropas – planejada e anunciada pelo presidente Barack Obama – até julho de 2011. O comandante de campo das forças americanas, general David Petraeus, vem afirmando desde sexta-feira que esse prazo não poderá ser cumprido. As declarações de Petraeus, reiteradas nos programas de entrevistas políticas do domingo, porém, foram rebatidas pelo secretário da Defesa, Robert Gates – que desautorizou o general ao afirmar que a alteração do cronograma para o retorno das forças americanas está fora de questão.

Quarta-feira, 18 de agosto – Duas semanas antes do encerramento das operações de combate das forças americanas no Iraque, um suicida detonou uma bomba em Bagdá, matando ao menos 61 pessoas e ferindo mais de 100. A maior parte das vítimas era de recrutas e soldados das forças iraquianas que estavam em uma fila. Além do atentado no centro de recrutamento, considerado o mais sangrento em Bagdá nos últimos meses, outras oito ações contra juízes deixaram dois mortos e dezenas de feridos na capital iraquiana e em outras regiões do país.

Quinta-feira, 19 de agosto – Na esteira das medidas adotadas por Hugo Chávez para restringir a atuação de emissoras de rádio e TV, jornais venezuelanos denunciaram a prática de censura prévia aos meios impressos. Em protesto contra a decisão do Judiciário de proibir a publicação de fotos “violentas”, o jornal El Nacional foi às bancas com espaços em branco e tarjas com a palavra “censurado” na capa e na página destinada ao noticiário policial. A proibição deu-se após o jornal de Caracas ter publicado, na sexta-feira, a foto de um necrotério com 12 cadáveres empilhados – com a qual denunciava a deterioração da situação da segurança pública no país. Na segunda-feira, outro jornal da capital, o Tal Cual, reproduziu a foto em desafio à proibição judicial.

Sexta-feira, 20 de agosto – Apesar de mais de 40% da sociedade venezuelana considerar a segurança pública a principal preocupação, o governo a ignora, segundo analistas. Para eles a administração chavista insiste que a melhor forma de combater a criminalidade é a prevenção, reduzindo a pobreza. Essa falta de vontade política de Hugo Chávez em dar prioridade ao combate ao crime converteu a Venezuela num país recordista de homicídios e impunidade.

Sábado, 21 de agosto – Os EUA patrocinarão um encontro entre os líderes de Israel, Binyamin “Bibi” Netanyahu, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, no dia 2, para o lançamento de negociações diretas. O objetivo é alcançar um acordo definitivo de paz até setembro de 2011, informou ontem a secretária de Estado, Hillary Clinton. Os palestinos aceitaram na noite de ontem participar da reunião. Mas Saeb Erekat, negociador-chefe dos palestinos, advertiu que qualquer negativa de Israel em deter as construções nos territórios ocupados poria as negociações em perigo.

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