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A semana em sete notícias

Redação Internacional

18 de setembro de 2010 | 07h00

A seguir, um resumo das principais notícias internacionais da semana.

Domingo, 12 de setembro – Em período pré-eleitoral, as cenas de fobia ao Islã observadas nos EUA nos últimos dias contaminam a disputa entre republicanos e democratas. Sensível e emocional, a oposição à construção de um centro comunitário muçulmano nas proximidades do antigo World Trade Center, em Nova York, destruído no ataque terrorista há nove anos, tornou-se bandeira dos republicanos para obter a maioria do Congresso em 2 de novembro.

Segunda-feira, 13 de setembro – Ignorando os apelos da Casa Branca e do Departamento de Estado dos EUA, o premiê de Israel, Binyamin ‘Bibi’ Netanyahu, declarou que a medida que congela a expansão dos assentamentos judaicos na Cisjordânia não será renovada. A moratória, estabelecida há dez meses, expira dia 26 e os palestinos consideram sua manutenção fundamental para o sucesso do recém-lançado diálogo direto patrocinado pelos EUA. “Os palestinos demandam que não haja construções depois de 26 de setembro. Mas Israel não pode manter o congelamento”, disse Netanyahu, admitindo o reinício das obras em duas semanas. De acordo com a organização pacifista israelense Peace Now, a construção de mais de 2.000 casas serão iniciadas assim que o congelamento for encerrado.

Terça-feira, 14 de setembro – Para evitar o colapso das negociações de paz e uma revolta de sua base aliada, o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, desengavetou uma proposta de seu antecessor, Ehud Olmert, para permitir construções nos três principais assentamentos na Cisjordânia – cuja anexação ao território israelense o governo considera certa. A informação foi revelada pelo jornal israelense Haaretz.

Quarta-feira, 15 de setembro – Os EUA pediram a Israel para que mantenha o congelamento nas construções em assentamentos na Cisjordânia – a suspensão deve terminar no dia 30. A declaração foi feita pelo enviado especial dos EUA ao Oriente Médio, George Mitchell, depois de encontro como premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, e com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, em Sharm el-Sheikh, no Egito.

Quinta-feira, 16 de setembro – Há progressos no diálogo de paz entre israelenses e palestinos, garantiu o governo americano. George Mitchell, enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, disse a jornalistas em Jerusalém que o premiê de Israel, Binyamin “Bibi” Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discutiram “todos os temas centrais do conflito”. Mas ele manteve a lei do silêncio sobre o conteúdo exato das negociações.

Sexta-feira, 17 de setembro – O presidente francês, Nicolas Sarkozy, em meio ao bate-boca com membros da Comissão Executiva da União Europeia, manteve seu desafio ao bloco e anunciou que prosseguirá com sua política de deportação de ciganos romenos e búlgaros. A crise se aprofundou com a decisão da UE, na reunião de cúpula, de lançar uma investigação sobre as praticas francesas.

Sábado, 18 de setembro – O FBI (polícia federal dos EUA) prendeu ontem Pedro Leonardo Mascheroni, de 75 anos, físico argentino naturalizado americano, e sua mulher, Marjorie Roxby Mascheroni, de 67 anos. O casal é acusado de tentar vender informações nucleares secretas para a Venezuela. Nos anos 80, ambos trabalharam para o Laboratório Nacional de Los Alamos, berço do programa atômico americano e tinham acesso a segredos nucleares do país

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