As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A semana em sete notícias

Redação Internacional

09 de outubro de 2010 | 17h00

Leia a seguir as principais notícias internacionais da semana:

Domingo, 3 de outubro – Perto de completar quatro anos no poder, o presidente Rafael Correa, segundo diversos analistas, saiu fortalecido da crise política causada pela rebelião nacional das forças policiais que exigiam a preservação de aumentos salariais e outros privilégios, entre eles o sistema de condecorações. Correa, que tem mais de 60% de aprovação popular, afirmou pelo canal estatal 2 que não permitirá nova revolta e também prometeu investigar o papel da oposição na tentativa de golpe contra seu governo. “Não conseguirão transformar o país em uma nova Honduras.”

Segunda-feira, 4 de outubro – Os EUA e a Grã-Bretanha emitiram alertas sobre possíveis atentados terroristas na Europa. As advertências foram dirigidas, inicialmente, a seus próprios cidadãos e tiveram como base a confirmação, pela inteligência americana, da informação de que a rede Al-Qaeda e seus aliados no Paquistão e no Norte da África estariam organizando os atentados. Os alvos potenciais seriam cidades da França, Alemanha e Grã-Bretanha. O Departamento de Estado advertiu aos americanos que estão na Europa e aos que têm viagem marcada ao continente sobre o risco de atentados e disse que os sistemas de transporte e infraestruturas que servem ao turismo seriam os possíveis alvos.

Terça-feira, 5 de outubro – A Espanha apresentou novas denúncias sobre supostos vínculos entre a Venezuela e a organização separatista basca ETA. Desta vez, a chancelaria espanhola solicitou a Caracas esclarecimentos no marco da “cooperação bilateral antiterrorismo”, depois de dois militantes do grupo basco terem confessado que receberam treinamento na Venezuela. O governo Hugo Chávez, porém, voltou a negar que tenha contatos com a ETA. Detidos na semana passada na Espanha, Juan Carlos Besance Zugasti e Xavier Atristain Gorosabel confessaram, em interrogatório policial, que receberam “cursos de formação” em território venezuelano. A informação foi revelada pelo juiz espanhol Ismael Moreno. Zugasti e Gorosabel teriam recebido na Venezuela instruções para codificar mensagens, além de treinamento com armas de fogo, entre julho e agosto de 2008.

Quarta-feira, 6 de outubro – Serviços de segurança da França anunciaram a prisão de 12 suspeitos de “associação a organizações terroristas”. Entre os detidos, estão militantes islâmicos que receberiam jihadistas com passagem por campos de treinamentos do Paquistão e do Afeganistão. Apesar das relações aparentes com a Al-Qaeda, as duas operações seriam independentes e sem relações com as ameaças de ataques que pairam sobre a Europa há 15 dias. As primeiras prisões ocorreram nas cidades de Marselha e Bordeaux, no sul e no sudoeste do país.

Quinta-feira, 7 de outubro – O presidente equatoriano, Rafael Correa, anunciou que 46 policiais acusados de envolvimento na rebelião do dia 30, que deixou 10 mortos e 274 feridos, foram detidos na noite de terça-feira, numa operação montada para desbaratar “um núcleo duro da polícia” equatoriana, envolvido, segundo o governo, numa tentativa de assassinato do presidente e de um golpe de Estado.

Sexta-feira, 8 de outubro – O vazamento de lama tóxica provocado pelo acidente em uma indústria na Hungria chegou ao Rio Danúbio, um dos principais da Europa, e pôs em alerta seis países do Leste Europeu. Para as centenas de moradores das cidades atingidas, a lama significaria simplesmente o fim de seus vilarejos, já que a contaminação levará décadas para se dissipar e o governo anuncia que não faz sentido reconstruir as casas nos mesmos locais. Segundo as autoridades, a taxa de alcalinidade da água no segundo maior rio europeu é superior à normal e ameaça o ecossistema do Danúbio. Os vizinhos da Hungria, porém, afirmam que ainda não detectaram contaminação de seus territórios.

Sábado, 9 de outubro – Cumprindo pena de 11 anos de prisão sob a acusação de “subversão”, o dissidente chinês Liu Xiaobo ganhou o Prêmio Nobel da Paz, decisão que enfureceu o governo de Pequim e foi vista por ativistas de direitos humanos como um sinal da necessidade de reformas democráticas na China. Pequim condenou a entrega do prêmio e censurou a informação na internet, celulares e meios de comunicação do país. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ma Zhaoxu, afirmou que Liu é um “criminoso” e a premiação é uma “profanação” dos princípios do Nobel. “Liu Xiaobo é um criminoso que ofendeu a legislação da China e foi condenado pelo Judiciário chinês”, declarou Ma. O porta-voz disse ainda que a decisão vai prejudicar as relações entre China e Noruega, cujo Parlamento elege os integrantes do Comitê Nobel Norueguês, responsável pelo processo de concessão do Prêmio Nobel da Paz, o único que não é anunciado na Suécia.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.