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A semana em sete notícias

Paula Carvalho

19 de dezembro de 2009 | 06h00

Domingo, 13 de dezembro – A direita chilena desafia nas urnas duas décadas de hegemonia da Concertação, a coalizão de centro-esquerda que governou o Chile desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-90). Não é a primeira vez que os grupos conservadores têm a chance de voltar à presidência após a redemocratização do Chile.

Segunda-feira, 14 de dezembro – Prometendo “mudança” após 20 anos de hegemonia da centro-esquerda no Chile, o candidato da direita, Sebastián Piñera, chegará ao segundo turno das eleições presidenciais como favorito, segundo os resultados da votação. Piñera tem 44,03% dos votos e o ex-presidente Eduardo Frei, da Concertação, 29,62%. Em terceiro lugar, o independente Marco Enríquez-Ominami reunia 20,12% e o comunista Jorge Arrate, 6,21%.

Terça-feira, 15 de dezembro – Em um sinal de que abrandará ainda mais suas posições sobre crise política em Honduras, o governo brasileiro acertou com o enviado do Departamento de Estado americano, Arturo Valenzuela, o início de um trabalho conjunto para restabelecer a democracia no país centro-americano. O diálogo partirá da convicção comum de EUA e Brasil de que a eleição presidencial em Honduras, que deu vitória a Porfírio “Pepe” Lobo, não restabeleceu a democracia no país. Ao final do encontro, o Brasil insistiu que os passos necessários para a solução da crise em Honduras são a saída do presidente do governo de facto, Roberto Micheletti, e a concessão de um salvo-conduto para que Manuel Zelaya, deposto em 28 de junho, possa deixar o país.

Quarta-feira, 16 de dezembro – O governo dos EUA deve transferir para uma prisão em uma vila rural em Illinois um número limitado de prisioneiros acusados de terrorismo atualmente detidos em Guantánamo. A decisão foi confirmada pelo presidente americano, Barack Obama, em carta oficial enviada ao governo do Estado. Segundo o Departamento de Justiça, metade da prisão será usada para abrigar os suspeitos de terrorismo e o restante para presos que cumprem penas por crimes federais.

Quinta-feira, 17 de dezembro
–  O Irã testou uma versão mais moderna do míssil Sajjil-2, com alcance para atingir Israel e bases militares americanas no Golfo Pérsico. O teste parece ter sido uma resposta à Câmara dos Representantes dos EUA, que na noite anterior aprovou uma lei que impõe sanções a empresas que vendam gasolina para os iranianos.

Sexta-feira, 18 de dezembro – Operação cinematográfica em condomínio de luxo termina com a morte de um dos mais procurados líderes do tráfico no México, Arturo Beltrán Leyva. Cerca de 200 fuzileiros navais mexicanos participaram da ação, considerada um sucesso do governo do presidente Felipe Calderón.

Sábado, 19 de dezembro – EUA e Rússia afirmam que estão próximos de um acordo para reduzir seus arsenais nucleares, mas preferiram adiar a assinatura de um novo pacto para substituir o Start (tratado de redução de armas estratégicas, na sigla em inglês), que expirou no dia 5, para o início de 2010. O anúncio foi feito por autoridades americanas e russas após o encontro paralelo à conferência sobre o clima em Copenhague entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e o da Rússia, Dmitri Medvedev. Os dois tentaram mostrar otimismo diante da série de obstáculos que seus países deverão enfrentar antes de assinar um novo tratado para o substituir o anterior, de 1991, firmado logo depois do fim da Guerra Fria.

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