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A semana em sete notícias

Robson Morelli

09 de janeiro de 2010 | 12h00

Domingo, 3 de janeiro – Um ano depois da ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, que deixou mais de 1.200 mortos, não parece haver luz no fim do túnel para o impasse nas negociações entre israelenses e palestinos. O ano que terminou não levou os dois lados a se aproximarem e fortaleceu os pessimistas, para os quais muita água ainda vai passar por debaixo da ponte até que um dos mais sangrentos conflitos da atualidade seja resolvido.

Segunda-feira, 4 de janeiro – Os EUA e a Grã-Bretanha anunciaram que fecharão as suas embaixadas em Sanaa, capital do Iêmen, por causa das ameaças da rede terrorista Al-Qaeda na Península Arábica. O grupo, segundo disse no sábado o presidente Barack Obama, está por trás da fracassada tentativa de explodir um avião que aterrissava em Detroit no dia do Natal.

Terça-feira, 5 de janeiro – As forças de segurança do Iêmen bombardearam membros da Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, na sigla em inglês). Ao menos dois militantes da organização foram mortos na operação lançada a cerca de 40 km ao norte de Sanaa, capital do país. O ataque ocorre depois da ameaças de atentados terroristas contra alvos ocidentais na cidade. As embaixadas dos EUA e da Grã-Bretanha permaneceram fechadas e as da França, da Alemanha e do Japão decidiram adotar a mesma medida.

Quarta-feira, 6 de janeiro – O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou  que seu governo possuía informações suficientes para impedir o fracassado atentado contra um avião que aterrissava em Detroit no dia do Natal. Segundo Obama, os serviços de segurança e inteligência não conseguiram conectar os pontos que levariam à prevenção da ação. “Este não foi um fracasso para coletar informações de inteligência, mas um fracasso para conectar e entender os dados que já possuíamos”, disse Obama após se reunir com seu gabinete de segurança nacional. “Não tolerarei isso”, afirmou.

Quinta-feira, 7 de janeiro – Presidente argentina, Cristina Kirchner, exigiu a renúncia do presidente do Banco Central, Martín Redrado, no posto desde 2004. No entanto, para surpresa do governo, Redrado anunciou que não renunciará, já que seu mandato termina apenas em 23 de setembro, disseram fontes do BC. Pela Constituição argentina, cabe ao Senado, onde a oposição tem maioria, a tarefa de confirmar e destituir o presidente do BC.

Sexta-feira, 8 de janeiro – Governo argentino aprofunda drasticamente a crise institucional cujo pivô é a autonomia
do Banco Central ao emitir um decreto “de necessidade e urgência” que exonera o presidente da entidade, Martín Redrado, sob a alegação de “má conduta” e “falta de cumprimento dos deveres de funcionário público”. A presidente Cristina Kirchner ordenou também à Procuradoria-Geral que abra uma ação contra Redrado. Sob pressão, ele deixou o prédio do BC à noite, mas insistiu que não renunciará ao cargo e anunciou que entrará na Justiça com um pedido de anulação do decreto.

Sábado, 9 de janeiro – Em meio à crise institucional na Argentina, o governo da presidente Cristina Kirchner sofreu dois duros reveses quando a juíza federal María José Sarmiento ordenou a restituição de Martín Redrado ao cargo de presidente do BC. Ele tinha sido exonerado por decreto na quinta-feira pela chefe de Estado.

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